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Rússia diz que Reino Unido "pagará o preço" por apoio militar à Ucrânia

18 ago 2026 - 14h51
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Kremlin diz que ações de Londres terão "consequências", após relatos de que Kiev teria usado drones britânicos em ataques na Rússia. Premiê Burnham diz que seu país continuará a "apoiar a Ucrânia 100%".A Rússia ameaçou o Reino Unido com "consequências" após relatos de que drones britânicos foram usados pela primeira vez por forças da Ucrânia para atacar alvos em território russo, o que levou o governo britânico a reafirmar seu apoio a Kiev no conflito que já dura mais de quatro anos.

Ucrânia usou drones fabricados por empresas britânicas como parte de sua campanha de ataques ao território russo
Ucrânia usou drones fabricados por empresas britânicas como parte de sua campanha de ataques ao território russo
Foto: DW / Deutsche Welle

A Ucrânia usou drones fabricados por duas empresas britânicas como parte de sua campanha de ataques de longo alcance dentro do território russo, informou o jornal britânico Sunday Times em reportagem publicada no último fim de semana.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (17/07), a embaixada da Rússia no Reino Unido afirmou que os relatos "confirmam que Londres optou deliberadamente por uma escalada da crise na Ucrânia" e acusou o país de "buscar conter a Rússia e infligir o máximo de danos a ela por meio de terceiros".

"As ações de Londres inevitavelmente terão consequências pelas quais [o país] terá que responder", acrescentou a nota. "Quanto mais profundo o seu envolvimento no conflito e maior for o seu apoio à máquina terrorista de Kiev, maior será o preço que pagará."

Kiev intensifica ataques de drones

As Forças Armadas ucranianas intensificassem seus ataques contra a Rússia este ano, com mísseis de longo alcance e enxames de drones visando cada vez mais indústrias militares e instalações de energia.

O país também atacou grandes depósitos da Wildberries - a maior varejista online da Rússia - provocando danos bilionários em mercadorias e trazendo a guerra para mais perto da população russa.

Acredita-se que a estratégia da Ucrânia visa reduzir as receitas de Moscou que financiam a guerra e fazer com que os cidadãos russos sintam o impacto da invasão.

As forças ucranianas lançaram três vezes mais desses ataques em julho do que em janeiro, de acordo com dados da Acled, uma organização independente que monitora conflitos. Os repetidos ataques em território russo obrigaram Moscou a expandir suas defesas aéreas.

Atualmente, a Ucrânia consegue quase igualar a capacidade de ataques no território inimigo que a Rússia possui desde o início da guerra, utilizando drones de grandes dimensões e mísseis de cruzeiro, embora não disponha dos mísseis balísticos de alta velocidade que a Rússia utiliza com frequência.

Ao mesmo tempo, as defesas aéreas de ambos os lados estão sobrecarregadas, o que resulta em um aumento no número de vítimas civis, em meio a preocupações de que o impacto do conflito além das linhas de frente aumente durante o inverno, que começa entre novembro e dezembro.

Burnham reafirma apoio britânico a Kiev

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que o Reino Unido continuará a "apoiar a Ucrânia 100%" após as ameaças de Moscou. "O Reino Unido está fazendo o que sempre disse que faria: apoiar a Ucrânia 100% contra esta guerra ilegal liderada por Vladimir Putin."

"Estamos fornecendo apoio para que a Ucrânia possa se defender, e essa tem sido a posição britânica ao longo de todo este conflito, desde os primeiros-ministros anteriores. Continua sendo a minha posição", pontuou, "Não somos amigos de ocasião. Estaremos presentes quando a Ucrânia precisar, e isso não mudará."

Um porta-voz do Ministério britânico da Defesa disse que seu país "está ombro a ombro com a Ucrânia e empenhado em fornecer o equipamento de que a Ucrânia precisa para se defender da invasão ilegal de Putin".

"A Rússia não deve ter dúvidas sobre a determinação deste governo em resistir à agressão russa, na Ucrânia, contra o Reino Unido e os nossos aliados", sublinhou.

rc/md(DPA, ots)

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