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Risk assessment de fornecedores muda a defesa em tecnologia

Cássio Campos, líder de cibersegurança e auditor de certificação, mostra um método para transformar risco em decisão de negócio, governar IA com segurança e sair mais forte de cada incidente. "O Paradoxo da Liderança de Tecnologia: velocidade com segurança" chega em setembro pela Rede Líderes e A7Z.

28 ago 2026 - 18h42
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Resumo
A avaliação de risco de fornecedores tornou-se central na estratégia corporativa devido ao aumento de ataques via cadeia de serviços, aponta Cássio Campos. Integrada a negociações, seguros e fusões, a postura de cibersegurança afeta o custo e a velocidade dos negócios. Embora controles documentados reduzam o prêmio de risco, a falta de ajuste na autoridade dos líderes de tecnologia gera conflitos internos entre inovação e segurança, impactando financeiramente as empresas por meio de ciclos mais lentos.

Ataques a organizações de tecnologia passaram a chegar pela cadeia de fornecimento de serviços, segundo Cássio Campos, líder de cibersegurança. Na leitura dele, o movimento colocou a avaliação de terceiros no centro da estratégia de risco e passou a integrar também o cálculo comercial de compradores corporativos, seguradoras e investidores institucionais. A análise vem de auditorias realizadas em empresas de tecnologia, serviços financeiros e setores regulados. O livro que a reúne, intitulado "O Paradoxo da Liderança de Tecnologia", será lançado em setembro de 2026 na sede da Rede Líderes, em São Paulo. 

Foto: Magnific / DINO

Campos relata que, nas auditorias, questionários de segurança que antes eram apresentados apenas na fase de fechamento de contrato passaram a ser exigidos no meio do ciclo de venda. Os contratos passaram a incluir cláusulas de auditoria, e os prazos de negociação se estenderam sem alteração no produto ofertado.

"O conflito entre velocidade e segurança é real no sintoma e falso na origem", afirmou Campos. Segundo o auditor, a lógica que sustenta o movimento é econômica. Ao integrar a avaliação de segurança ao processo de compra, a organização adquirente estima o custo potencial de uma falha do fornecedor, abrangendo interrupção de serviço, exposição de dados, sanções regulatórias e danos reputacionais. Fornecedores que mantêm controles documentados e verificáveis reduzem esse custo estimado, influenciando duas variáveis de negociação. O custo de due diligence para o comprador diminui, e a disposição de pagamento aumenta. A documentação também encurta a etapa de validação, porque o comprador verifica evidência pronta em vez de reconstituir a postura do fornecedor durante a negociação. 

Na avaliação de Campos, essa diferença de risco se reflete no preço que o mercado cobra para assumir o fornecedor. No seguro cibernético, organizações que documentam e testam controles em linha com frameworks reconhecidos, como o NIST CSF 2.0, tendem a obter condições melhores que organizações de perfil técnico equivalente sem evidência de gestão de risco. 

O autor identifica o mesmo critério em operações de fusão e aquisição e em rodadas de captação de recursos. Na descrição dele, investidores institucionais passaram a incluir a postura de segurança como item padrão de due diligence, depois de transações em que passivo cibernético identificado tardiamente afetou o múltiplo acordado.

A mudança de exigência não foi acompanhada por uma reestruturação das funções de liderança de tecnologia. Conselhos de administração aumentaram a pressão por inovação em inteligência artificial, reguladores revisaram requisitos em ciclos curtos e clientes corporativos passaram a tratar a postura de segurança como condição contratual, sem que a autoridade dos cargos fosse ajustada.

Como resultado, observa-se um padrão em organizações de diferentes portes. Equipes de risco se organizam em torno do veto para serem ouvidas quando o produto avança sem consulta prévia, enquanto equipes de produto desenvolvem estratégias de contorno. Cada lado percebe o outro como obstáculo, sem análise da origem da tensão.

O impacto financeiro da situação é difuso, pois se dilui ao longo de ciclos de venda mais longos e oportunidades perdidas, dificultando a mensuração precisa. Campos enfatiza que a responsabilidade não recai sobre a tecnologia, mas sobre processos e incentivos internos.

"Segurança bem feita acelera porque reduz o prêmio de risco que o mercado cobra de qualquer organização que inova em ambientes incertos", afirma Cássio Campos.

Cássio Campos conduz auditorias de 3ª Parte nas principais certificadoras do país como QMS Certification, DNV e Bureau Veritas, e também atua com implementação de Sistemas de Gestão em Segurança da Informação (ISO/IEC 27.001), Privacidade e Proteção de Dados (ISO/IEC 27.701), Governança de Inteligência Artificial (ISO/IEC 42.001) e Continuidade de Negócios (ISO 22.301). Possui experiência de mais de 12 anos em governança, riscos e conformidade em segurança da informação e proteção de dados, além de pós‑graduação pela FIAP, DARYUS, IPOG e Unicamp.

A obra é publicada pela A7Z, vertical editorial da Rede Líderes voltada à construção de posicionamento e autoridade editorial de lideranças. 

A Rede Líderes reúne mais de 900 líderes de diferentes áreas e empresas e atua como espaço para descobrir as melhores soluções do mercado e apresentá-las baseadas em experiências reais. A combinação entre a publicação pela A7Z e atuação na Rede coloca o conteúdo diante de uma audiência que participa de decisões e estratégias de negócio em áreas distintas.

Website: https://www.a7z.com.br

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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