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Rio Guaíba pode atingir cota de alerta e Porto Alegre deve registrar inundação

Serviço Geológico do Brasil alerta para risco de cheia na capital gaúcha, mas descarta repetição do evento extremo ocorrido em maio de 2024

30 jul 2026 - 10h10
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A população da Grande Porto Alegre está em alerta novamente com a possibilidade de inundação do Rio Guaíba. O boletim de monitoramento e previsão hidrológica do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indica que o Rio Guaíba pode atingir a cota de alerta de 2,60 metros até esta sexta-feira (31). Do mesmo modo, existe a possibilidade de que as águas alcancem a cota de inundação, fixada em 3 metros na capital gaúcha.

Risco de cheia no Rio Guaíba
Risco de cheia no Rio Guaíba
Foto: Arquivo/Gilvan Rocha/Agência Brasil / Perfil Brasil

Apesar da elevação do Rio Guaíba, o SGB descarta a ocorrência de uma catástrofe nas proporções da tragédia histórica ocorrida em maio de 2024. Diante desse cenário, a alta do rio ocorre porque os volumes expressivos de precipitação registrados nas cabeceiras dos afluentes começaram a descer. Essa água acumulada avança em direção à Região Metropolitana de Porto Alegre, impulsionando os níveis tanto do Rio Guaíba quanto do Delta do Jacuí.

O avanço das águas do Rio Guaíba afeta diretamente os principais cursos hídricos da bacia. As projeções operadas pelo Serviço Geológico do Brasil em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS (IPH) apontam elevação continuada no Rio Jacuí, Rio dos Sino e Rio Gravataí.

Nesse sentido, os pesquisadores analisam as projeções com cautela. A evolução da cheia do Rio Guaíba depende diretamente da confirmação dos volumes de chuva previstos para o fim de semana. Em contrapartida, as equipes técnicas reforçaram a emissão de boletins diários para reavaliar o cenário a partir de novas medições meteorológicas.

Acompanhamento contínuo e variação do cenário

O Serviço Geológico do Brasil enfatiza que os cenários descritos podem sofrer alterações a qualquer momento. A intensidade das novas pancadas de chuva determinará o impacto final sobre as cidades banhadas pela bacia.

A cooperação técnica com o Grupo de Pesquisas em Hidrologia de Grande Escala da UFRGS continuará gerando relatórios de acompanhamento enquanto as cotas permanecerem elevadas.

Perfil Brasil
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