Relembre a "bala da morte", banida no Brasil por ser muito perigosa
Chocante: descubra como a bala Soft, famosa nos anos 70 e 80, virou "bala da morte", foi banida no Brasil e seu destino no mundo
No final dos anos 1970 e início dos anos 1980, a bala Soft marcou presença nas prateleiras brasileiras e conquistou as crianças da época. Com formato arredondado e tamanho considerável, ela logo se tornou popular nos intervalos das escolas e nas esquinas dos bairros. Mesmo com o sucesso entre o público infantil, a história dessa guloseima tomou um rumo inesperado décadas atrás.
Ao longo dos anos, surgiram relatos de acidentes envolvendo a bala Soft, especialmente entre crianças e pessoas mais novas. A textura lisa e o formato dificultavam a mastigação rápida, o que aumentava o risco de asfixia caso alguém engolisse a guloseima sem mastigar direito. Por esse motivo, várias famílias passaram a enxergar o doce com preocupação crescente.
Por que a bala Soft foi considerada tão perigosa?
A gravidade dos acidentes registrados levou a bala Soft a ser apelidada de "bala da morte". O perigo ficou evidenciado após notícias de óbitos atribuídos ao engasgamento com o doce. Especialistas e autoridades em saúde pública destacaram que o seu formato cilíndrico e o revestimento liso dificultavam tanto a quebra quanto a passagem segura pela garganta, elevando o risco de sufocamento. Além disso, a alta dureza da bala dificultava qualquer tentativa de mordida rápida, agravando ainda mais os riscos para quem tentava consumi-la de uma só vez.
Qual empresa criou a bala Soft e qual foi o seu fim?
A empresa responsável pela criação da bala Soft foi a Adams, reconhecida internacionalmente por fabricar balas e chicletes famosos. O sucesso comercial inicial não impediu que a preocupação com a segurança se intensificasse no Brasil. No final dos anos 1980, órgãos reguladores e associações de consumidores pressionaram por respostas, levando à proibição da comercialização do produto no país. Assim, a Adams retirou a bala Soft do mercado brasileiro. Posteriormente, o episódio levou empresas a reverem padrões de segurança alimentar, especialmente para produtos voltados ao público infantil.
A bala Soft existe em outros países atualmente?
Embora a bala Soft tenha deixado as vitrines brasileiras há décadas, versões similares da guloseima circularam em outros países, como Estados Unidos, Japão e alguns países europeus. Internacionalmente, doces com características parecidas foram vendidos sob nomenclaturas diversas. No entanto, muitos desses países também implementaram normas rigorosas para balas duras após identificarem perigos semelhantes. Atualmente, versões idênticas à bala Soft original são raras. Ainda assim, algumas marcas mantêm doces inspirados na receita em mercados restritos, com adaptações no tamanho ou formato para reduzir o perigo.
- Estados Unidos: Existem doces similares, mas a maioria das marcas alterou o formato para evitar riscos de asfixia.
- Europa: Regulamentações alimentares passaram a exigir embalagens com alertas sobre riscos de engasgamento.
- Japão: Algumas versões clássicas sofreram alterações e hoje contam com texturas menos lisas.
Quais lições a bala Soft deixou para a indústria alimentícia?
O caso da bala Soft foi decisivo para a criação de novas regras de segurança voltadas à proteção do público infantil. Após a sua saída do mercado, empresas do ramo passaram a investir em testes e estudos sobre a segurança na mastigação e ingestão de guloseimas. Hoje, órgãos reguladores exigem avaliações do risco de engasgamento antes da aprovação comercial de balas duras e outros doces semelhantes. Assim, o episódio segue servindo de alerta para fabricantes e consumidores, reforçando a necessidade de atenção com a segurança em todos os processos.
No Brasil, a lembrança da bala Soft é marcada tanto pela nostalgia dos anos 79 e 80 quanto pelo alerta sobre riscos à saúde. O produto pavimentou o caminho para uma indústria mais preocupada com a proteção do público, especialmente das crianças, e ainda inspira debates sobre responsabilidade social das empresas. Apesar da ausência da bala clássica, o mercado de doces hoje conta com mais mecanismos para proteger consumidores e evitar tragédias como as que marcaram a trajetória desse doce.