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Recuperação de Bolsonaro caminha bem, mas há recomendações

Presidente poderá fazer 'despacho leve', em ritmo menor de trabalho nos próximos dias, segundo cirurgião

10 set 2019
00h01
atualizado às 07h48
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Cirurgião-chefe do Hospital Vila Nova Star e responsável pela recuperação do presidente Jair Bolsonaro, o médico Antônio Luiz Macedo disse, nesta segunda-feira, 9, que a data da alta médica depende de "quanto mais seguir o que se pede" pela equipe médica. O presidente passou por uma cirurgia para correção de hérnia incisional no domingo, 8, e já andou ao menos duas vezes no corredor do hospital nesta segunda.

"Nós amargamos, da outra vez, às custas de entrevista com ministros e tudo, vários dias de intestino sem funcionar. Ele chegou a vomitar da outra vez, teve uma pneumonia", disse Macedo a jornalistas, se referindo a uma cirurgia anterior. Está foi a quarta operação pela qual o presidente passou desde que foi esfaqueado há um ano.

Bolsonaro caminha em corredor de hospital nesta segunda, 9, um dia após cirurgia
Bolsonaro caminha em corredor de hospital nesta segunda, 9, um dia após cirurgia
Foto: Reprodução/Twitter / Estadão Conteúdo

Macedo afirmou que ainda não é capaz de falar se a previsão de alta está mantida, já que a dieta ainda não foi alterada - o presidente está segue uma dieta líquida. "Quer dizer, a gente, que conhece o que pode acontecer, é extremamente criterioso e cauteloso com o doente operado. Não importa que ele esteja em uma situação física e de saúde ótima", concluiu.

Sobre a possibilidade de Bolsonaro fazer um "despacho leve", o cirurgião afirmou que não há problema. "Ele está conversando com a equipe dele, com o Carlos. Agora, trabalhar mesmo (em ritmo) pesado, não dá. Ele vai começar a engolir muito ar, ficar nervoso. Por mais que seja tranquilo o trabalho, você sempre fica com um grau de estresse", explicou. "Tudo indica que as coisas estão indo muito bem."

A expectativa é que Bolsonaro seja capaz de falar mais até quinta-feira, 12 - data prevista para o vice-presidente, general Hamilton Mourão, deixar a Presidência, que ocupa interinamente. "Ele já vai estar eliminando gás e o trânsito (intestinal) vai ter ser reestabelecido. Agora, não sei até que ponto ele vai conseguir trabalhar", afirmou o cirurgião.

Existe a possibilidade, de acordo com o médico, de Bolsonaro ser capaz de fazer, em duas semanas, uma viagem a Nova York, onde teria que discursar na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 24 de setembro. É possível que o encontro discuta a situação da Amazônia.

As visitas ao presidente seguem restritas, ele recebe apenas os integrantes de seu time e os médicos. Ele já começou a fazer caminhadas pelos corredores do hospital, acompanhado de um fisioterapeuta.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente, estão em São Paulo como acompanhantes e dormem no hospital. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) fizeram visitas ao pai durante o dia e já foram embora.

No início da tarde, Bolsonaro também recebeu a visita de Mourão, que chegou e saiu sem falar com a imprensa. Os dois conversaram a sós durante 10 a 15 minutos, quando um médico interrompeu a conversa.

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Estadão
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