"Ranking sexual" expõe mais de 50 alunas de faculdade em SP
Estudantes da Unoeste, em Presidente Prudente, foram vítimas de montagens criminosas de cunho sexual e depreciativo
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente (SP) investiga a criação de um “ranking sexual” que classifica alunas da Unoeste, universidade privada do município.
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A lista classifica 53 alunas em termos de cunho sexual e depreciativo, ao lado de fotos das vítimas que foram aproveitadas das redes sociais.
O ranking, feito em formato “tier list”, trazia classificações como “deliciosíssima” e “comível”. A lista foi compartilhada em um grupo privado e acabou por circular nas redes sociais.
Além disso, prints do grupo, intitulado “não psicólogos”, mostram comentários ofensivos como “Tirei as lésbicas e as gordas”.
A Unoeste publicou um comentário em sua última postagem no Instagram, em formato semelhante à uma nota, em que se posiciona sobre o episódio:
A Unoeste recebeu somente nesta quinta-feira (20) a denúncia sobre a criação e a circulação de conteúdo com exposição de acadêmicas.
Desde que tomou conhecimento do caso, a apuração foi iniciada imediatamente e está sendo conduzida com prioridade e rigor. Identificadas as responsabilidades individuais, serão aplicadas as sanções previstas nas normas institucionais.
Paralelamente, a Universidade está acolhendo, amparando e ouvindo as acadêmicas envolvidas, com o cuidado necessário para preservar sua integridade, sua privacidade e sua dignidade.
A Unoeste repudia qualquer forma de exposição, assédio, constrangimento ou desrespeito à dignidade de integrantes de sua comunidade acadêmica. Também reforça a importância de não compartilhar imagens, nomes ou conteúdos relacionados ao caso, pois pode ampliar a exposição e os danos às pessoas envolvidas.
A instituição destaca ainda que mantém canais seguros e sigilosos para o recebimento de denúncias, com possibilidade de anonimato e preservação da identidade: a Ouvidoria (no site da Unoeste) e outros canais de denúncia.
A Unoeste seguirá adotando todas as providências necessárias para a apuração e o cuidado com as pessoas envolvidas.
Usuários reagiram negativamente ao comentário da universidade.
“QUE PRONUNCIAMENTO DE M… EM? VARIOS CASOS DE ALUNAS QUE SOFRERAM PERSEGUIÇÃO DE HOMENS E VOCÊS NÃO FAZEM P… NENHUMA!”, escreveu um perfil.
“Papinho pra boi dormir do c… isso aí”, comentou outro.
Manifestações na universidade
O vazamento do conteúdo levou a protestos na entrada da universidade. Estudantes e ativistas levaram cartazes e bandeiras com mensagens de combate à misoginia e à objetificação das mulheres.
Em nota publicada nas redes sociais, o coletivo “Frente pela Vida das Mulheres”, que esteve à frente das manifestações, classificou o episódio como “misoginia organizada”.
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