Quem é Simone Tebet, que deixa o Ministério para disputar o Senado por SP?
Simone Tebet anuncia candidatura ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Conheça a trajetória da ministra e os detalhes do acordo com Lula e Alckmin
A Ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), confirmou nesta quinta-feira (12) que deixará o primeiro escalão do governo federal para disputar uma das cadeiras do Senado por São Paulo em 2026. O anúncio foi feito durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, em Campo Grande, encerrando meses de especulações sobre seu futuro político. "Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil", declarou Tebet à imprensa, ressaltando sua forte ligação acadêmica e política com o estado paulista, onde realizou seu mestrado.
A decisão de Tebet foi articulada diretamente com o presidente Lula e o vice, Geraldo Alckmin. Segundo a ministra, o convite oficial partiu do próprio Lula durante uma viagem ao Panamá, em janeiro, sendo reforçado por Alckmin em fevereiro. "Eu fiquei de dar uma resposta apenas por uma razão, e falo isso com muita tranquilidade. Eu precisava das bençãos da minha mãe", revelou a ministra ao explicar o processo pessoal que a levou a aceitar o desafio. Embora Tebet tenha confirmado a candidatura, ela ainda não definiu se permanecerá no MDB ou se migrará para o PSB, partido de Alckmin, para consolidar a aliança em solo paulista.
Trajetória de Simone Tebet: De Três Lagoas ao Palácio do Planalto
Nascida em Três Lagoas (MS), Simone Tebet carrega um sobrenome histórico na política brasileira, sendo filha de Ramez Tebet, ex-presidente do Senado. Mestre em Direito do Estado e professora universitária, ela iniciou sua carreira política nos anos 90. Foi a primeira mulher eleita prefeita de sua cidade natal, em 2004, e posteriormente vice-governadora de Mato Grosso do Sul. Em 2014, conquistou uma vaga no Senado Federal, onde ganhou projeção nacional ao presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ao atuar com destaque na CPI da Pandemia, em 2021.
O grande salto de visibilidade ocorreu em 2022, quando Tebet disputou a presidência da República como o principal nome da "Terceira Via". Ao conquistar o terceiro lugar com 4,9 milhões de votos, seu apoio a Lula no segundo turno foi considerado decisivo para a vitória petista contra Jair Bolsonaro. Como recompensa pela aliança, assumiu o Ministério do Planejamento em 2023, tornando-se uma das vozes mais influentes da área econômica do atual governo. Agora, ao mirar o Senado por São Paulo, Tebet busca capitalizar o expressivo apoio que recebeu dos paulistas em 2022 para fortalecer sua base eleitoral em um dos estados mais estratégicos do país.