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Quem é Sara Winter: a ex-feminista apoiadora de Bolsonaro presa pela PF

Embora o estilo radical da militância de Sara Winter tenha longa data, suas pautas nem sempre tiveram identificação com o campo da direita

15 jun 2020
13h12
atualizado às 13h13
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Ex-feminista de 27 anos, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro e uma das líderes do movimento 300 do Brasil, Sara Fernanda Giromini, mais conhecida como Sara Winter, foi presa pela Polícia Federal nesta segunda-feira, 15, em Brasília. A ordem de prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ativista bolsonarista Sara Winter. 
A ativista bolsonarista Sara Winter.
Foto: Instagram / Reprodução / Estadão

Embora o estilo radical da militância de Sara Winter tenha longa data, suas pautas nem sempre tiveram identificação com o campo da direita. Nascida em São Carlos, filha de uma dona de brechó e de um pintor de paredes, a militante teve forte atuação no movimento Femen, que conheceu na internet em 2011.

Criado na Ucrânia, o Femen se popularizou na Europa por manifestações nas quais usa o topless para atrair atenção da mídia e chocar a sociedade. A identificação com o movimento chegou a motivar uma ida de Winter ao país, onde ela aprendeu como arrecadar recursos e planejar protestos. Atualmente, no entanto, a militante se diz ex-feminista, e critica medidas como a liberalização do aborto.

Winter é uma das investigadas no inquérito das fake news, que apura notícias falsas, ofensas e ameaças dirigidas aos ministros do Supremo. Sua prisão, no entanto, é decorrente de outro inquérito, que investiga a organização de atos antidemocráticos e está sob a relatoria de Alexandre de Moraes, a quem a militante já dirigiu ameaças.

Em 27 de maio, após ter sido alvo de busca e apreensão na esteira do inquérito das fake news - também sob a relatoria de Moraes -, Sara foi às redes sociais e prometeu perseguir e "infernizar" a vida do magistrado. "Você me aguarde, Alexandre de Moraes, o senhor nunca mais vai ter paz", ameaçou.

Outras figuras públicas alegam também ter sido alvo de ataques do tipo. No início de junho, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), apresentou uma notícia-crime para pedir a investigação de supostos crimes de difamação e ameaça feitos por Sara Winter no Twitter. No pedido, consta que a escolha da ativista pelo nome Sara Winter coincide com o nome Sarah Winter Donville Taylor, que foi espiã de Hitler e membro da União Britânica de Fascistas no século XX.

As declarações da militante e sua atuação no grupo '300 do Brasil', que tem integrantes armados e prega bandeiras antidemocráticas, lhe renderam a expulsão do DEM, partido ao qual ela era filiada até junho deste ano. Na decisão, a legenda repudiou, em nota, quaisquer atos de violência ou atentatório às instituições brasileiras.

Ao saber da prisão da irmã, Diego Giromini, que se identifica nas redes sociais como "infelizmente irmão da Sara Winter", comemorou a medida.

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Estadão
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