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Defesa Civil admite que modelos hidrológicos subestimaram cheia no Rio Taquari

Conforme o órgão, há 155 pessoas desalojadas, 51 desabrigadas e um ferido. Do total de municípios afetados, 84 sofreram com chuvas intensas e outros 58 registraram estragos causados por vendavais

23 jul 2026 - 07h55
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O coordenador da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Luciano Boeira, reconheceu nesta quarta-feira (22) que os modelos hidrológicos utilizados pelo Estado subestimaram a resposta dos rios às chuvas intensas registradas nos últimos dias, especialmente no Rio Taquari. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Boeira afirmou que o sistema previa alagamentos e transtornos, mas não indicava, em um primeiro momento, a elevação do rio na intensidade observada. Segundo ele, o cenário foi agravado pelo elevado volume de chuva registrado na cabeceira da bacia do Taquari, com acumulados superiores a 200 milímetros em municípios como Marau e Paraí.

Foto: Gabriel Abreu/Divulgação/Ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

De acordo com o coordenador, os modelos hidrológicos processaram inicialmente informações que não refletiram a magnitude da cheia. Uma nova atualização, recebida durante a madrugada, apontou a mudança no comportamento do Rio Taquari, levando o centro de monitoramento da Defesa Civil a entrar em contato com as prefeituras para que os planos de contingência fossem colocados em prática. Boeira destacou que rios como Carreiro, Forqueta e Guaporé permaneciam com níveis estáveis e que o principal fator para a inundação foi o grande volume de chuva concentrado na nascente do Taquari.

A atualização mais recente da Defesa Civil também ampliou o número de municípios com danos provocados pelas chuvas. O balanço divulgado na manhã desta quarta-feira aponta que 143 cidades registraram prejuízos, quase o dobro das 73 contabilizadas na noite anterior. Conforme o órgão, há 155 pessoas desalojadas, 51 desabrigadas e um ferido. Do total de municípios afetados, 84 sofreram com chuvas intensas e outros 58 registraram estragos causados por vendavais.

Entre os maiores acumulados de chuva nas últimas 24 horas estão Paraí, com 200,8 milímetros, Marau, com 192 milímetros, André da Rocha, com 180 milímetros, Passo Fundo, com 178,6 milímetros, e Condor, com 172,8 milímetros. As rajadas de vento mais intensas foram registradas em Planalto, com 72,4 km/h, São Borja, com 69,8 km/h, São José dos Ausentes, com 63 km/h, e Santana do Livramento, com 60,1 km/h. A Defesa Civil segue monitorando a situação e orienta a população a acompanhar os avisos oficiais.

Porto Alegre 24 horas
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