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Quem é Navi Pillay, jurista sul-africana que conquistou o Nobel da Paz 2026?

Primeira mulher não branca na Suprema Corte da África do Sul, a advogada defendeu Nelson Mandela e atuou em grandes tribunais internacionais

9 out 2026 - 12h15
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Resumo
A jurista sul-africana Navi Pillay, de 85 anos, venceu o Nobel da Paz 2026 por sua trajetória de mais de cinco décadas em defesa dos direitos humanos e do direito internacional. Nascida sob o apartheid, ela atuou na defesa de Nelson Mandela e foi a primeira mulher não branca na Suprema Corte sul-africana. A 21ª mulher laureada na história da premiação também presidiu o tribunal sobre o genocídio de Ruanda e chefiou o Alto Comissariado da ONU, simbolizando o apoio global às instituições multilaterais.

O Prêmio Nobel da Paz 2026 foi concedido nesta sexta-feira (9) à jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos. O anúncio foi feito pelo Comitê Norueguês do Nobel em Oslo, destacando sua trajetória de mais de cinco décadas no fortalecimento do direito internacional. O presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, ressaltou que a escolha reconhece a coragem e a integridade da advogada na promoção da justiça e dos direitos humanos em cenários de conflito e segregação ao longo de sua carreira.

Navi Pillay
Navi Pillay
Foto: Nobel Prize / Reprodução / Perfil Brasil

As conquistas históricas na carreira de Navi Pillay

Nascida em Durban durante o regime do apartheid, a advogada enfrentou a discriminação estrutural para se tornar uma referência jurídica global. Como detalhou o jornalista Artur Alvarez, a jurista atuou na garantia do direito de defesa de Nelson Mandela e outros presos políticos na década de 1970.

Posteriormente, foi indicada pelo próprio líder sul-africano como a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte da África do Sul, marcando o início de uma atuação que se estenderia por organismos internacionais.

A liderança em tribunais e organismos internacionais

No cenário global, a laureada presidiu o tribunal encarregado de julgar os crimes do genocídio em Ruanda e chefiou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Além disso, participou da consolidação do Tribunal Penal Internacional nos anos 2000 e liderou comissões de investigação de conflitos para a ONU.

Ao anunciar o prêmio, a organização reforçou que a homenagem representa um posicionamento firme em defesa das instituições multilaterais e do respeito aos tratados internacionais de proteção à vida humana.

A concessão do título faz da jurista a 21ª mulher a receber o Nobel da Paz em mais de um século de história da premiação. O reconhecimento inclui uma medalha de honra e uma premiação equivalente a cerca de R$ 6 milhões. Ao comentar a conquista, a nova laureada reafirmou a importância de manter a defesa intransigente das garantias fundamentais e da dignidade dos povos em momentos de incerteza geopolítica global.

Perfil Brasil
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