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Quem é Keiko Fujimori, candidata de direita à presidência do Peru

Filha de ex-ditador, líder do Força Popular concorre ao cargo pela quarta vez e aposta em discurso de segurança

11 jun 2026 - 10h42
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A candidata presidencial do Peru, Keiko Fujimori, vota em uma seção eleitoral em Lima, Peru 12 de abril de 2026
A candidata presidencial do Peru, Keiko Fujimori, vota em uma seção eleitoral em Lima, Peru 12 de abril de 2026
Foto: REUTERS/Miguel Lo Bianco

Aos 51 anos, a candidata conservadora Keiko Fujimori, do partido Força Popular, trava uma disputa voto a voto pela presidência do Peru contra o esquerdista Roberto Sánchez. Herdeira política de uma dinastia que divide o país, ela tenta chegar ao cargo máximo do Executivo em sua quarta candidatura consecutiva.

Herança política e familiar

Nascida em 1975 e a mais velha de quatro irmãos, Keiko assumiu o papel institucional de primeira-dama do Peru na juventude, após a separação de seus pais. Ela é filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que morreu em 2024 após passar cerca de 16 anos preso por corrupção e crimes contra a humanidade.

Após estudar Administração de Empresas nos Estados Unidos, Keiko regressou ao país sul-americano e dedicou-se à política, sendo eleita congressista pela primeira vez em 2006.

Histórico de derrotas e prisão

A candidata concorreu à presidência e foi derrotada no segundo turno em três ocasiões anteriores: por Ollanta Humala (2011), Pedro Pablo Kuczynski (2016) e Pedro Castillo (2021).

A líder política também enfrentou a Justiça. Em 2018, chegou a ser presa preventivamente sob suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo doações da construtora Odebrecht para campanhas eleitorais. O Tribunal Constitucional peruano, no entanto, acabou arquivando o processo, o que permitiu sua atual candidatura.

Propostas e cenário atual

Na atual disputa eleitoral, Keiko baseia sua campanha no lema de "volta à ordem". Para combater a crise de segurança e o aumento de extorsões no Peru, a candidata promete mobilizar o exército contra o crime organizado, construir megaprisões de segurança máxima e retirar o país da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Na vida pessoal, a candidata é mãe de duas filhas e separou-se do empresário norte-americano Mark Vito em 2022.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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