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Proteção: Rio de Janeiro sanciona lei rigorosa contra o abuso de mulheres nos transportes

Nova política estadual estabelece protocolos de segurança e canais de denúncia no transporte coletivo do Rio de Janeiro

22 abr 2026 - 23h23
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O Governo do Rio de Janeiro oficializou uma nova legislação que obriga condutores e empresas de transporte a adotarem medidas imediatas de assistência às vítimas de violência. O estado do Rio de Janeiro deu um passo decisivo na ampliação da rede de proteção feminina com a sanção da Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Abuso contra Mulheres no Transporte Coletivo de Passageiros.

Rio de Janeiro sanciona lei contra abuso de mulheres nos transportes
Rio de Janeiro sanciona lei contra abuso de mulheres nos transportes
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Conheça o direcionamento do Rio de Janeiro

A medida, publicada no Diário Oficial pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, estabelece diretrizes rígidas para o funcionamento de ônibus, trens, barcas, transportes por aplicativo e táxis em todo o território fluminense. O objetivo central é transformar o ambiente de deslocamento, muitas vezes hostil, em um espaço monitorado e seguro para as passageiras.

A nova legislação foca na responsabilidade direta dos profissionais do setor, exigindo a criação de protocolos de atuação específicos para condutores e funcionários. Em casos de violência ou importunação no interior dos veículos, o profissional deverá priorizar a assistência à vítima e realizar o acionamento imediato das autoridades policiais. A deputada Lilian Behring, autora do projeto, reforçou que a lei é uma resposta direta ao receio constante enfrentado pelas mulheres em seus trajetos diários. "Essa lei nasce da escuta de mulheres que sentem medo ao usar o transporte público. Não é aceitável que um espaço de deslocamento se transforme em um ambiente de violência e insegurança", destacou a parlamentar sobre a motivação da proposta.

Os detalhes da nova lei

Além do socorro imediato, a política prevê a capacitação técnica dos profissionais para que desenvolvam a sensibilidade necessária para identificar situações de risco antes mesmo que elas escalem para agressões físicas. Segundo a explicação de Lilian Behring, a preparação é a chave para a eficácia da norma. "Nosso objetivo é orientar e preparar esses profissionais para que saibam como agir. Muitas vezes, uma atitude rápida pode interromper uma situação de violência e garantir proteção à vítima", pontuou a deputada. Esse treinamento visa padronizar o atendimento e evitar que a vítima seja exposta a novos constrangimentos durante o processo de denúncia.

Como braço operacional da lei, o Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro (Detro) ficará responsável por disponibilizar um canal direto de orientação e encaminhamento de denúncias. A ideia é que o mecanismo seja acessível e integrado ao sistema de transporte, facilitando o registro de ocorrências em tempo real. Para a parlamentar idealizadora, a estrutura é fundamental para o acolhimento. "Criar um canal dentro do próprio sistema de transporte é facilitar o caminho para que essas mulheres sejam ouvidas e acolhidas. É transformar estrutura em proteção real", concluiu Behring, segundo a Agencia Brasil. Com a nova regulamentação, o Rio de Janeiro busca consolidar um modelo de transporte que não apenas transporta pessoas, mas que garante a dignidade de todas as suas passageiras.

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