Umidade pode cair a 12% em áreas de PE; entenda os riscos para a saúde
Apac prevê tempo seco até segunda-feira (24), enquanto o Inmet alerta para ressecamento das vias respiratórias e risco de incêndios.
O Inmet e a Apac emitiram alertas para Pernambuco devido à previsão de umidade do ar entre 12% e 20% no Sertão e São Francisco, com riscos de incêndios florestais e danos à saúde. O ar seco afeta as mucosas e reduz a proteção das vias respiratórias, agravando problemas em crianças, idosos e alérgicos, além de causar irritações e tosse. Especialistas recomendam hidratação constante, proteção solar, umidificação dos ambientes e evitar esforços físicos nos horários mais críticos.
O tempo seco colocou regiões de Pernambuco sob alerta neste fim de semana. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê umidade relativa do ar entre 20% e 12% em áreas do Sertão e do São Francisco pernambucano, condição classificada como "perigo".
O aviso mais severo vale neste sábado (22), das 11h às 18h. Além dos impactos à saúde, o órgão chama atenção para a possibilidade de incêndios florestais.
Outro alerta, de "perigo potencial", abrange áreas do Sertão, São Francisco, Agreste e Zona da Mata. Nesse caso, a previsão indica umidade entre 30% e 20%, com validade das 11h01 às 21h deste sábado.
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) também informou que os índices poderão permanecer abaixo de 30% entre os dias 22 e 24 de agosto no Sertão e no Sertão do São Francisco.
Por que o tempo seco afeta as vias respiratórias?
De acordo com especialistas, a baixa umidade não provoca uma virose por conta própria. Para ocorrer uma infecção, é necessário haver contato com vírus, bactérias ou outros agentes causadores de doenças. O ar seco, entretanto, pode prejudicar parte da proteção natural existente no nariz, na boca e nas vias respiratórias.
As mucosas produzem uma camada responsável por reter partículas, poeira e microrganismos. Pequenas estruturas chamadas cílios ajudam a transportar esse material para fora do sistema respiratório.
Quando o ambiente fica muito seco, essa camada pode perder umidade, tornar-se mais espessa e funcionar com menor eficiência. Como consequência, aumentam os episódios de irritação, tosse, garganta seca, ardência nos olhos, sangramento nasal e desconforto para respirar.
Um estudo experimental publicado na revista científica PNAS identificou que a exposição ao ar seco prejudicou a limpeza mucociliar, a resposta antiviral e a recuperação dos tecidos em camundongos infectados com influenza. Os resultados ajudam a explicar o mecanismo, mas não devem ser interpretados como prova isolada de que o tempo seco causa infecções em seres humanos.
Crianças, idosos e pessoas com rinite, asma ou outras doenças respiratórias podem sentir os efeitos com maior intensidade.
Como reduzir os efeitos da baixa umidade
A Apac e o Inmet recomendam:
- beber água frequentemente, mesmo sem sentir sede;
- evitar exercícios físicos e esforço intenso nos horários mais secos;
- reduzir a exposição ao sol, principalmente entre 10h e 15h;
- usar roupas leves e protetor solar;
- aplicar hidratante para evitar o ressecamento da pele;
- umidificar o ambiente;
- não realizar queimadas nem descartar materiais que possam iniciar incêndios.
Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.