Comando militar iraniano vê como provável retomada da guerra
Comentário surge após Trump dizer não estar satisfeito com uma nova proposta de negociação feita por Teerã. Acompanhe o conflito.
Apesar da trégua, ataques de Israel matam dezenas no sul do Líbano
Guerra contra Irã tem rejeição recorde entre cidadãos dos EUA
Israel é responsável pela morte de 16 jornalistas em 2026, denuncia ONG
Preço do petróleo continua a registrar alta em meio a impasse no Irã
Porta-aviões USS Ford deixará Oriente Médio e voltará aos EUA
Trump também ameaça retirar tropas de Espanha e Itália
Guerra contra o Irã já custou US$ 25 bi aos EUA, diz funcionário do Pentágono
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Israel intensifica ataques no sul do Líbano e mata dezenas de pessoas
Israel intensificou seus ataques no Líbano com uma onda de bombardeios aéreos e de artilharia durante a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado (02/05) em diversas localidades do sul do país, causando dezenas de mortes, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril.
O Exército israelense lançou fortes ataques especialmente nos distritos de Nabatieh, Tiro, Jezzine, Sídon e Bint Jbeil, matando mais de 20 pessoas e ferindo outras dezenas.
Nesta manhã, foram emitidas ordens de deslocamento para mais nove localidades, segundo informou a agência de notícias libanesa ANN.
A advertência "urgente" foi lançada aos residentes das localidades de Qaqaiyat al Jisr, Aadchit, Jibchit, Aba, Kfar Joz, Harouf, Douair, Deir el Zahrani e Habush, situadas no distrito de Nabatieh, ordenando que evacuem suas casas imediatamente e se desloquem para uma distância mínima de mil metros.
Os ataques mais letais atingiram Nabatieh, com pelo menos oito mortos e 21 feridos em Habush. Em Choukin, morreram ao menos duas pessoas e várias ficaram feridas; enquanto um drone atingiu um veículo na estrada Kfardjal-Nabatieh, causando a morte de duas pessoas.
Em Ain Baal (Tiro), confirmou-se uma vítima fatal e sete feridos, enquanto em Zrariyeh (Sídon) morreram mais quatro pessoas, segundo a agência libanesa.
A campanha aérea também incluiu bombardeios intensos sobre várias localidades do distrito de Nabatieh, como Zautar al Sharqiya e Zautar al Garbiya, bem como em áreas do distrito de Jezzine, além de ataques com drones contra veículos e fogo de metralhadoras pesadas em zonas fronteiriças.
Os bombardeios provocaram a destruição de edifícios residenciais completos e graves danos em bairros inteiros, em uma nova intensificação dos ataques que aumenta o número de mortos e os deslocamentos forçados.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram em comunicado na noite de sexta-feira que "atacaram alvos terroristas" do grupo xiita libanês Hezbollah no sul do Líbano e "neutralizaram terroristas que operavam perto de soldados", assegurando que "desmantelaram mais de 50 locais de infraestrutura".
Enquanto isso, o Hezbollah continuou atacando tropas israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel em resposta.
No último dia 17 de abril, entrou em vigor uma trégua que deve continuar pelo menos até meados de maio e que tem como objetivo avançar para negociações mais profundas entre ambos os países.
No entanto, o processo diplomático segue estagnado, e o presidente libanês, Joseph Aoun, insiste em consolidar primeiro um cessar-fogo e interromper os ataques israelenses antes de prosseguir com as reuniões bilaterais entre representantes de Israel e do Líbano em Washington, apesar da pressão dos Estados Unidos.
md (EFE, ots)
Otan diz trabalhar com EUA para "entender" retirada de soldados americanos da Alemanha
A Otan está "trabalhando" com os Estados Unidos para "entender os detalhes" do anúncio do Pentágono de retirar 5 mil soldados americanos de suas bases na Alemanha, segundo informou uma porta-voz da aliança militar neste sábado (02/05).
"Estamos trabalhando com os Estados Unidos para entender os detalhes de sua decisão sobre a presença militar na Alemanha", disse a porta-voz, Allison Hart, por meio de uma mensagem nas redes sociais.
Hart assinalou, além disso, que "este ajuste destaca a necessidade de a Europa continuar investindo mais em defesa e assumir uma parcela maior da responsabilidade pela nossa segurança comum", acrescentando que já estão "observando avanços" desde que os aliados concordaram em investir 5% do PIB na cúpula da Otan realizada em Haia no ano passado.
"Continuamos confiantes em nossa capacidade de garantir nossa dissuasão e defesa à medida que prossegue esta mudança em direção a uma Europa mais forte em uma Otan mais forte", assegurou.
O Pentágono informou na véspera sobre a retirada de cerca de 5 mil soldados da Alemanha nos próximos seis a 12 meses, um anúncio que ocorre após as críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a suposta falta de uma estratégia de saída de Washington em seu conflito com o Irã e a "humilhação" à qual, em sua opinião, o regime de Teerã submete os EUA.
Por sua vez, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, respondeu que o fato de os EUA "retirarem tropas da Europa e também da Alemanha" era previsível, e concordou com a porta-voz da Otan que "nós, os europeus, devemos assumir uma maior responsabilidade por nossa própria segurança".
md (EFE, ots)
EUA vão retirar 5 mil soldados da Alemanha
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirará 5 mil militares americanos de suas bases na Alemanha, de acordo com autoridades da defesa citados por diversos veículos de comunicação locais nesta sexta-feira (01/05).
A decisão de retirar da Alemanha 5 mil militares da ativa das Forças Armadas dos EUA está sendo planejada pelo Pentágono, segundo esses funcionários. A medida demonstraria o descontentamento de Trump, que já havia ameaçado nesta semana retirar tropas devido à falta de apoio de seus aliados europeus na guerra contra o Irã.
Essa ação também é interpretada como uma reação às críticas do chanceler federal alemão, Friedrich Merz, que acusou o republicano de ter sido "humilhado" por Teerã nas negociações para chegar a um acordo.
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Alto comando militar iraniano vê como provável retomada da guerra
Um alto comando militar iraniano afirmou neste sábado (02/05) que é "provável" a retomada da guerra entre o Irã e os Estados Unidos, depois que o presidente americano, Donald Trump, disse não estar satisfeito com uma nova proposta de negociação feita por Teerã.
"As Forças Armadas estão plenamente preparadas para qualquer nova aventura ou insensatez dos americanos", assegurou o subchefe de inspeção do Quartel Central Khatam al-Anbiya, o general Mohammad Jafar Asadi, segundo informou a agência de notícias Fars, vinculada à Guarda Revolucionária.
Asadi disse ainda que as ações e declarações das autoridades americanas têm principalmente um caráter midiático e buscam "sair do atoleiro que eles mesmos criaram".
Estas declarações ocorreram depois que na noite de sexta-feira Trump considerou insatisfatória a última proposta do Irã para alcançar um acordo de paz.
A agência oficial iraniana IRNA informou na quinta-feira que o Irã havia enviado uma nova proposta através do Paquistão, país mediador nas negociações de paz com os Estados Unidos.
Oferta do Irã não convenceu Trump
Teerã já havia apresentado uma proposta na semana passada a Washington, por meio de Islamabad, na qual oferecia uma negociação em várias fases, centrada inicialmente no fim da guerra e na reabertura do Estreito de Ormuz por ambas as partes, deixando para uma etapa posterior a questão do programa nuclear iraniano.
Veículos de imprensa americanos informaram que essa proposta não convenceu Trump por adiar as negociações sobre o programa nuclear da república islâmica.
As partes estabeleceram, no último dia 8 de abril, uma trégua inicial de duas semanas após 39 dias de confrontos, que posteriormente foi prorrogada de forma indefinida para dar margem às negociações entre Teerã e Washington.
No entanto, as conversas diretas entre ambos permanecem estagnadas diante da recusa iraniana em sentar para negociar enquanto os EUA mantiverem o cerco naval sobre seus portos e navios, uma medida com a qual buscam bloquear a economia iraniana.
O Irã, por sua vez, mantém o controle do tráfego no Estreito de Ormuz, a estratégica rota por onde transitava 20% do petróleo mundial, o que fez disparar o preço dos combustíveis.
md (EFE, ots)
Guerra no Irã atinge nos EUA nível de desaprovação comparável aos conflitos do Iraque e Vietnã
A rejeição da guerra no Irã por parte dos cidadãos dos Estados Unidos atingiu níveis de desaprovação comparáveis aos dos conflitos em Iraque e Vietnã, em meio à incerteza econômica e ao risco de ataques terroristas, revelou nesta sexta-feira (01/05) uma pesquisa conjunta do jornal The Washington Post, da rede de televisão ABC e do instituto Ipsos.
Ao todo, 61% dos entrevistados disseram que as ações militares de EUA e Israel contra o Irã foram um erro, e menos de 20% disseram acreditar no sucesso das operações, conforme anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, que argumenta que o país já venceu a guerra ao destruir as capacidades militares iranianas.
A porcentagem de quem não considera as ações militares no Irã bem-sucedidas chega a 39%, e 41% dos entrevistados disseram ser muito cedo para avaliar.
Apesar dos baixos índices de aprovação em geral, 79% dos republicanos apoiaram Trump, afirmando que ele tomou a decisão correta ao iniciar o conflito. Entre os eleitores independentes com tendência republicana, 52% disseram ser a favor do conflito e 46% se opuseram a ele, segundo The Washington Post.
Quando questionados se os EUA deveriam chegar a um acordo de paz definitivo com o Irã, mesmo em termos desfavoráveis ao país, 48% dos entrevistados disseram concordar, enquanto 46% preferem o aumento da pressão sobre o Irã para obter um acordo melhor, mesmo que isso significasse romper o cessar-fogo atual.
Outro dado é que 65% dos entrevistados não acredita que um acordo para encerrar a guerra impediria o Irã de desenvolver armas nucleares, um dos principais objetivos do conflito, segundo Trump.
Uma maioria de 61% afirmou que a ação militar contra o Irã aumenta a probabilidade de ataques terroristas contra americanos, e 56% acreditam que ela prejudica as relações de Washington com os aliados, que não foram consultados antes do início da guerra em 28 de fevereiro.
Além disso, 60% dos entrevistados na pesquisa afirmaram que o conflito aumenta o risco de a economia americana entrar em recessão.
O bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã, em retaliação à guerra, interrompeu as cadeias de suprimentos dependentes da passagem estratégica para o transporte de mercadorias e petróleo bruto, por onde circula 20% do petróleo mundial. Isso elevou os preços dos hidrocarbonetos e mergulhou os mercados em incerteza.
A pesquisa, realizada com 2.560 adultos entre 24 e 28 de abril, também incluiu resultados de sondagens anteriores sobre os conflitos em Iraque, Afeganistão, Iugoslávia, Golfo Pérsico e Vietnã.
jps (EFE)
China diz que Ormuz será tema central em encontro de Xi e Trump
A China declarou nesta sexta-feira (01/05) que, se o estreito de Ormuz permanecer fechado, será "uma questão central" nas conversas que serão realizadas neste mês em Pequim entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping.
"Se o estreito de Ormuz ainda estiver fechado quando o presidente Trump visitar a China, essa questão estará inevitavelmente no centro das conversas", disse o embaixador chinês na ONU e presidente do Conselho de Segurança para o mês de maio, Fu Cong, em entrevista coletiva.
Fu enfatizou que a situação em torno do Irã e o conflito regional permanecem "extremamente frágeis" e que a "prioridade imediata deve ser evitar uma nova escalada militar e consolidar o cessar-fogo, porque qualquer passo em falso pode levar a uma nova espiral de violência".
O diplomata expressou preocupação com as declarações de Trump e de outros membros do governo americano de que a trégua com o Irã é "temporária". "Estamos preocupados com certas declarações que sugerem que o cessar-fogo não é permanente. É justamente isso que devemos evitar", afirmou. Fu reiterou que o estreito de Ormuz "deve permanecer aberto e funcional" para garantir a estabilidade energética global.
Questionado sobre o papel da China como mediadora no conflito, o embaixador afirmou que Pequim mantém contato ativo com todas as partes envolvidas e está fazendo esforços diplomáticos "discretos, mas contínuos", sem dar mais detalhes.
"Nossa posição é clara: o diálogo é o único caminho, e qualquer solução deve vir por meio de negociações de boa-fé", acrescentou.
Em relação ao conflito entre Israel e os palestinos, o representante chinês foi enfático e afirmou que o problema palestino está "no cerne da instabilidade regional", e que a solução de dois Estados "está se deteriorando perigosamente".
"Negar os direitos legítimos do povo palestino é uma das maiores injustiças do nosso tempo. Qualquer solução deve preservar a viabilidade real de dois Estados vivendo juntos em paz", ponderou.
Em relação ao Líbano, a China advertiu que a situação no terreno não reflete um cessar-fogo genuíno e que o país não quer "ver um falso cessar-fogo".
jps (EFE)
Trump defende continuidade de bloqueio sobre o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta sexta-feira (01/05) o bloqueio americano imposto a navios com origem e destino em portos iranianos na região do estreito de Ormuz e insistiu que não está "satisfeito" com a última proposta de Teerã para tentar chegar a um acordo que ponha fim à guerra.
"Eles precisam chegar a um acordo adequado e, neste momento, não estou satisfeito", afirmou Trump nos jardins da Casa Branca antes de partir para a Flórida para participar de um evento de campanha para as eleições de meio de mandato que serão realizadas em novembro.
Trump disse ainda que recebeu uma nova proposta iraniana, mas não deu detalhes sobre ela.
"Temos negociado com o Irã. Eles querem chegar a um acordo. Mas ainda não chegaram lá. Eles não estão à altura; é como se estivessem se aproximando, e então entra um novo grupo de pessoas", comentou o republicano, que acrescentou que os contatos estão ocorrendo por telefone.
As negociações entre os Estados Unidos e o Irã não foram formalmente retomadas desde que ambas as partes se reuniram em Islamabad, há já três semanas.
Apesar da falta de acordo, em 21 de abril passado, Trump anunciou um cessar-fogo unilateral de duração indeterminada, embora tenha garantido que Washington continuará impedindo a passagem de navios iranianos pelo estreito de Ormuz, numa tentativa de estrangular economicamente Teerã.
jps (EFE)
Crise no Oriente Médio afeta envio de ajuda humanitária à África, alerta ACNUR
A crise bélica no Oriente Médio gerou efeitos em cadeia muito além dessa região e está afetando o envio de ajuda humanitária a áreas como o continente africano, lamentou nesta sexta-feira a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).
A sua porta-voz, Carlotta Wolf, indicou em entrevista coletiva que o aumento dos custos de combustível, alimentos e transporte em todo o mundo está elevando os preços e atrasando a entrega de suprimentos críticos.
"Em alguns casos, os custos dobraram, como é o caso do transporte dos armazéns do ACNUR em Dubai (Emirados Árabes) para Sudão e Chade", indicou a fonte oficial.
Ela acrescentou que a situação é especialmente preocupante na África, onde os envios do Quênia para países como Etiópia, República Democrática do Congo e Sudão do Sul sofrem atrasos devido à menor disponibilidade de caminhões.
"As tarifas de transporte a partir dos principais países de origem aumentaram quase 18% desde o início das hostilidades", enquanto a capacidade dos fornecedores globais para o ACNUR caiu para 77% desde o início do ano, ressaltou Wolf.
Para tentar responder à crise, o ACNUR está redirecionando alguns dos seus envios para a costa do Golfo de Aqaba, que deságua no Mar Vermelho, ou por rotas terrestres de Dubai para a Península Arábica e Turquia.
Wolf indicou que, apesar de tudo, o ACNUR está mantendo a sua assistência às áreas mais vitais, graças a uma rede global de abastecimento que inclui sete armazéns globais, já que, junto com o de Dubai, possui outros seis em Termez (Uzbequistão), Copenhague, Acra, Duala (Camarões), Nairóbi e Cidade do Panamá.
"Em nível mundial, dispomos de estoques de mais de 31 mil toneladas métricas avaliadas em aproximadamente US$ 130 milhões", ressaltou. EFE
jps (EFE
Israel é responsável pela morte de 16 jornalistas em 2026, denuncia ONG
Ao todo, 16 dos 27 jornalistas mortos em todo o mundo em 2026 foram vítimas de ataques de Israel, informou a ONG Press Emblem Campaign (PEC) na véspera do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado neste domingo, 3 de maio.
"É deplorável que um único governo, supostamente democrático, seja responsável por quase dois terços das vítimas, demonstrando uma inaceitável falta de respeito pela vida civil e pela independência da imprensa", destacou em comunicado o presidente da PEC, Blaise Lempen.
O dirigente da ONG, que realiza monitoramento contínuo de ataques contra jornalistas em todo o mundo, acrescentou que muitos desses ataques são deliberados e, portanto, podem ser considerados crimes de guerra.
A PEC ressaltou que os pretextos apresentados por Israel, que alega que alguns desses jornalistas assassinados eram afiliados ao Hamas ou ao Hezbollah, "não justificam suas mortes se eles não estavam atuando como combatentes".
Segundo a organização, esses crimes continuam sem investigação, aumentando a impunidade e fomentando futuros assassinatos, enquanto as restrições ao acesso da imprensa internacional à Faixa de Gaza persistem.
Especificamente, 17 jornalistas mortos este ano estão ligados ao conflito no Oriente Médio: nove no Líbano, seis em Gaza, um no Irã e um na Síria.
No resto do mundo, a PEC registrou cinco mortes na América Latina (duas no México, duas na Venezuela e uma na Guatemala), além de casos em Bangladesh, Somália, Filipinas, Uganda e Índia.
O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, também comemorou o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa com uma declaração reconhecendo que o jornalismo "tornou-se uma profissão insegura e, por vezes, perigosa".
Türk lamentou que, nos últimos 20 anos, apenas um em cada 10 assassinatos de jornalistas tenha resultado em processo e condenação, e enfatizou que a guerra de Israel na Faixa de Gaza tem sido uma "armadilha mortal" para a imprensa, com quase 300 jornalistas mortos desde o início do conflito, em outubro de 2013. Ele também destacou que cerca de 330 jornalistas e profissionais da imprensa permanecem detidos em todo o mundo por exercerem sua profissão.
"A imprensa é a força vital de uma sociedade livre e aberta; ela alimenta o debate público e pode construir confiança, sustentando a coesão social, a resiliência e a segurança", resumiu.
jps (EFE)
Irã envia nova proposta de negociação de paz aos EUA através do Paquistão
O Irã enviou aos Estados Unidos uma nova proposta de negociação de paz através do Paquistão, informou nesta sexta-feira (01/05) a agência de notícias IRNA, que não ofereceu detalhes sobre o conteúdo da proposição.
"A República Islâmica do Irã entregou o texto da sua última proposta de negociação ao Paquistão, intermediário nas negociações com os Estados Unidos, na tarde de quinta-feira, 30 de abril", indicou a mídia estatal.
A emissora estatal iraniana IRIB informou que o ministro do Exterior do Irã, Abbas Araghchi, também fez uma série de telefonemas para diversos de seus homólogos sobre "novas iniciativas relacionadas ao fim da guerra".
Araghchi conversou com os ministros das Relações Exteriores de Turquia, Egito, Catar, Arábia Saudita, Iraque e Azerbaijão, segundo a reportagem. Araghchi também conversou com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.
Teerã já havia apresentado uma proposta na semana passada a Washington, por meio de Islamabad, na qual oferecia uma negociação em várias fases. A primeira delas seria centrada no fim da guerra e na reabertura de Ormuz por ambas as partes, deixando a questão do programa nuclear iraniano para mais tarde.
A imprensa americana informou que essa proposta iraniana não convenceu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por atrasar as negociações sobre o programa nuclear da República Islâmica.
As conversas diretas entre os dois rivais encontram-se travadas diante da recusa iraniana em sentar-se para negociar enquanto os EUA mantiverem o cerco naval aos seus portos e navios, uma medida com a qual Washington busca bloquear a economia do país persa.
O Irã, por sua vez, mantém o controle do tráfego no Estreito de Ormuz, a rota estratégica pela qual transitava 20% do petróleo mundial, o que fez o preço do produto disparar.
As duas partes realizaram um encontro em Islamabad nos dias 11 e 12 de abril, com a delegação iraniana liderada pelo presidente do Parlamento, Mohamed Baqer Qalibaf, e a americana pelo vice-presidente JD Vance. Foi a reunião de mais alto nível desde o triunfo da Revolução Islâmica, em 1979.
Nesse encontro, no entanto, não chegaram a um acordo para pôr fim à guerra que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã em 20 de fevereiro, e que se encontra paralisada desde o cessar-fogo de 8 de abril.
md (EFE)
Corte de impostos de combustíveis na Alemanha tenta amortecer impacto da guerra no Irã
Um corte de impostos sobre a gasolina e o diesel, projetado para amenizar o aumento dos preços dos combustíveis impulsionado pela guerra com o Irã, entrou em vigor na Alemanha nesta sexta-feira (01/05).
O desconto de 0,17 euro (cerca de R$ 1) por litro foi aprovado no mês passado e deve permanecer em vigor até o final de junho.
O fechamento efetivo do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma rota de trânsito fundamental para o petróleo mundial, fez com que os preços dos combustíveis disparassem.
De acordo com o aplicativo de postos de gasolina da associação automobilística alemã ADAC, os preços nas bombas estavam abaixo de 2 euros (R$ 11,63) em muitas partes do país no início desta sexta-feira, especialmente para a gasolina E10 e, em alguns casos, para o diesel.
Especialistas dizem que ainda é preciso ver o quão rápido o corte de impostos chegará aos consumidores. O desconto se aplica apenas ao combustível que saiu dos tanques ou refinarias após a meia-noite, não aos estoques já mantidos pelos postos de gasolina. Os postos de gasolina também não são obrigados a oferecer preços ou descontos específicos.
A Associação Alemã de Combustíveis e Energia, no entanto, afirmou que o corte total de impostos seria repassado aos consumidores.
md (DPA, AFP)
Trump diz que pode retirar tropas de Espanha e Itália por postura sobre Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (30/04) que pode retirar as tropas americanas mobilizadas na Espanha e na Itália, depois de já ter ameaçado fazê-lo na Alemanha, devido à falta de apoio desses países em relação à guerra no Irã.
Ao ser perguntado por jornalistas na Casa Branca se planejava fazer com a Espanha e a Itália o mesmo que com a Alemanha, Trump respondeu que "sim, provavelmente".
"Por que não deveria fazê-lo? A Itália não nos serviu de nenhuma ajuda e a Espanha tem sido horrível, absolutamente horrível", afirmou.
"Quando nós precisamos deles, eles não estavam lá. Temos que lembrar disso", reiterou.
Sobre a Alemanha, ele disse que está fazendo um "trabalho terrível", em uma aparente referência ao chanceler Friedrich Merz.
"Tem problemas de imigração, tem problemas de energia. Tem problemas de todo tipo e tem um grande problema com a Ucrânia, porque estão metidos nessa confusão", ressaltou.
Trump, que mostrou em várias ocasiões seu descontentamento com a Otan por não colaborar com os EUA na guerra no Irã, anunciou na quarta-feira que seu governo "está estudando e analisando a possível redução de tropas na Alemanha", decisão que agora avalia estender a outros países da aliança militar.
Desde o início da ofensiva contra o Irã, em 28 de fevereiro, Trump tem mostrado descontentamento com países como a Espanha pela recusa em autorizar que os EUA usem suas bases no conflito e por, segundo ele, não colaborar para o desbloqueio do estreito de Ormuz.
O presidente americano chegou a ameaçar também retirar os EUA da Otan e "cortar todo o comércio" com a Espanha.
Os EUA têm cerca de 3,2 mil militares mobilizados na Espanha, divididos principalmente entre as bases de Rota e Morón.
A Espanha é o terceiro país da União Europeia com mais militares americanos, atrás de Alemanha (cerca de 35 mil) e da Itália (cerca de 12 mil).
Preço do petróleo continua a registrar alta em meio a impasse no Irã
Os preços do petróleo oscilaram bruscamente nesta quinta-feira (30/04) e dispararam em direção aos seus níveis mais altos desde o início da guerra no Irã, apenas para que os saltos se dissipassem rapidamente.
Os preços dispararam durante a noite devido às preocupações de que a guerra com o Irã afetará o fluxo de petróleo bruto por um longo período. O Irã fechou o Estreito de Ormuz para petroleiros, mantendo-os presos no Golfo Pérsico e longe de clientes em todo o mundo, enquanto um bloqueio da Marinha dos EUA impede o Irã de vender seu próprio petróleo.
Os operadores estão sempre comprando e vendendo contratos para diferentes tipos de petróleo, com vencimento em muitos meses. Na parte mais negociada do mercado, o petróleo bruto Brent, chegou a atingir US$ 126 por barril durante a noite - valor mais alto desde o início da guerra da Ucrânia, em 2022. Em seguida, caiu para cerca de US$ 107 antes de se estabilizar em US$ 110.
Antes de os EUA e Israel atacarem o Irã, no final de fevereiro de 2026, o petróleo bruto Brent estava sendo negociado a aproximadamente US$ 70 a US$ 73 por barril.
jps (AP)
Presidente do Irã diz que bloqueio naval dos EUA está condenado ao fracasso
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira que o bloqueio naval americano aos portos e navios iranianos está condenado ao fracasso e sustentou que a segurança na região só será alcançada por meio da cooperação com os países da região.
"O Golfo Pérsico simboliza a resistência ao colonialismo passado e presente, e qualquer tentativa de bloquear o Irã está condenada ao fracasso", disse o mandatário em uma mensagem por ocasião do Dia do Golfo Pérsico, celebrado todo dia 30 de abril na república islâmica.
Pezeshkian afirmou que "o Golfo Pérsico não é um cenário para a imposição de vontades estrangeiras unilaterais, e a segurança desta região estratégica só pode ser garantida mediante a cooperação dos Estados ribeirinhos", segundo a agência de notícias IRNA.
Ele classificou a estratégica passagem marítima como "inseparável da identidade nacional dos iranianos e um símbolo da soberania da República Islâmica".
Pezeshkian também disse que seu país, "como guardião da segurança" do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz, está comprometido com o princípio de livre navegação, exceto para "os países hostis".
O Irã encontra-se submetido a um cerco naval por parte de Washington, que responderam assim ao bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, por sua vez uma reação à guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
Após a imposição do bloqueio iraniano na estratégica rota pela qual transitava 20% do petróleo mundial, a circulação de petroleiros despencou, o que disparou o preço do óleo cru.
A República Islâmica também cobra dos navios que desejam transitar pelo estreito e, segundo o Banco Central do país, já recebeu pagamentos por isso.
jps (EFE)
Após acordo, Israel envia ativistas detidos em flotilha para território grego
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, afirmou que, em coordenação com o governo da Grécia, os 175 passageiros das embarcações da Flotilha Global Sumud transferidos para um navio israelense após serem interceptados no mar desembarcarão em uma praia grega "nas próximas horas".
Em mensagem nas redes sociais, Sa'ar agradeceu "ao governo grego por sua disposição em receber os participantes da Flotilha", sem dar detalhes sobre o local exato do desembarque.
O ministro afirmou que todos os ativistas estão "ilesos" e acrescentou que Israel não permitirá que seja rompido o bloqueio naval que mantém na costa da Faixa de Gaza.
Esperava-se que as 175 pessoas detidas por Israel após a interceptação de seus barcos fossem transferidas para o porto israelense de Ashdod, segundo informaram fontes da delegação italiana, como havia ocorrido nas duas últimas flotilhas.
Neste caso, as embarcações dos ativistas foram abordadas pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) muito mais longe do que nas ocasiões anteriores, a 1,2 mil quilômetros da costa de Gaza e de Israel.
Finalmente, todas essas pessoas - confirmaram à Agência EFE fontes do Ministério das Relações Exteriores israelense - serão levadas para a costa grega, mais perto do local da interceptação, que ocorreu a cerca de 100 quilômetros a oeste de Creta.
Os navios abordados nesta quinta constituem quase a metade de uma frota de 58 barcos que zarpou no último domingo do porto siciliano de Augusta.
jps (EFE)
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