Polícia vai analisar celular de Ruy Ferraz em investigação sobre execução do ex-delegado-geral
Delegado Rogério Thomaz deu atualizações sobre o caso; até o momento, dois suspeitos foram identificados e seguem foragidos
O celular do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, que foi executado em Praia Grande, no litoral de São Paulo, está sob custódia da Polícia Civil e será objeto de investigação, segundo o delegado Rogério Thomaz, da Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
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O intuito é analisar o celular do ex-delegado em busca de algum elemento que ajude no esclarecimento dos fatos. “Daí podem sair algumas pistas sobre ser algo recente ou uma vingança do passado”, comentou a jornalistas nesta quarta-feira, 17.
Até o momento, dois suspeitos de envolvimento no assassinato foram identificados. As autoridades policiais não revelaram seus nomes, mas afirmaram que um deles tem passagens na polícia – por tráfico e roubo –, enquanto o outro não registra antecedentes criminais. Eles tiveram mandado de prisão preventiva expedido e seguem foragidos.
A mãe e um irmão de um desses suspeitos prestaram depoimento. Segundo o delegado, eles não apresentaram novas informações e afirmaram não saber sobre o paradeiro do parente. Além disso, na diligência com a família, a polícia apreendeu “algumas coisas”. Os itens não foram detalhados.
Mais sobre o assassinato
Imagens de segurança registraram o momento do assassinato de Ruy Ferraz Fontes, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na noite de segunda-feira, 15. Ele aparece pilotando seu carro em alta velocidade, até que entra em um cruzamento e é atingido por um ônibus. Seu carro capota e os criminosos, que estavam em um carro atrás, vão até ele carregando fuzis. Ruy foi morto a tiros.
A morte de Ruy Ferraz Fontes segue sendo investigada. O procurador de Justiça Márcio Christino afirma ter sido a última pessoa a conversar com Ruy por telefone, antes da emboscada. Segundo ele, o ex-delegado estava na prefeitura de Praia Grande, saiu do edifício e foi seguido pelos criminosos.
Ruy Ferraz Fontes teve uma carreira de mais de 40 anos como delegado e era conhecido por sua atuação contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Atualmente, ele ocupava o cargo de secretário de Administração Pública de Praia Grande.

