Polícia Civil descumpre decreto do governador e solta empresária de SP suspeita de torturar e matar animais para venda de vídeos internacionais sem nunhuma punição
Liberação de empresária suspeita de torturar animais gera indignação e põe à prova a eficácia de novo decreto rigoroso em São Paulo
A não prisão da empresária presa ontem no Centro de São Paulo, suspeita de torturar e matar animais para vender vídeos na internet, gerou indignação entre protetores, ativistas e entidades da causa animal por contrariar o decreto anunciado neste mês pelo governador Tarcísio de Freitas, que endurece as punições para casos de maus-tratos e crueldade contra animais.
O decreto do Governo de São Paulo amplia o rigor das penalidades administrativas e prevê multas que podem chegar até R$ 50 mil por animal vítima, especialmente em situações de crueldade extrema, sofrimento intenso, abandono e reincidência.
Novo decreto estadual prevê multas de até R$ 50 mil contra maus-tratos
Apesar do endurecimento anunciado pelo governo paulista, a empresária deixou a prisão poucas horas após ser conduzida pela Polícia Civil. Ela é investigada por produzir e comercializar vídeos de extrema violência contra animais para compradores clandestinos, inclusive do exterior.
Segundo as investigações, coelhos, gatos e pintinhos eram submetidos a sessões de tortura e mortos de forma brutal para gravação dos conteúdos vendidos na internet. A gravidade do caso provocou revolta nacional e reacendeu o debate sobre a efetividade das punições aplicadas em crimes de maus-tratos.
Conteúdo cruel era vendido para compradores clandestinos no exterior
Para representantes da causa animal, a decisão de colocar a suspeita em liberdade enfraquece a mensagem de tolerância zero anunciada recentemente pelo Governo de São Paulo e transmite uma sensação de impunidade diante de um dos casos mais chocantes de crueldade animal registrados no país nos últimos anos.
O endurecimento das regras anunciado pelo governador tinha justamente como objetivo ampliar o combate a episódios extremos de violência contra animais, aumentando multas e reforçando a responsabilização dos autores.
Ativistas criticam liberação de suspeita e cobram punição exemplar
A repercussão do caso aumentou a pressão popular para que haja punição exemplar contra crimes de crueldade animal e para que as medidas anunciadas pelo Estado sejam efetivamente aplicadas pelas autoridades responsáveis.
O caso segue sob investigação.
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