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PM que matou jovem negro por engano em SP foi reprovado em teste psicológico

9 jul 2025 - 12h59
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Dois anos antes de matar um trabalhador negro a caminho de casa, o policial militar Fabio Anderson Pereira de Almeida havia sido considerado inapto para o cargo de agente auxiliar de perícia oficial no Paraná. Em 2023, ele foi reprovado nos testes psicológicos de um concurso da Polícia Científica do Estado, que avaliou seu desempenho como abaixo do exigido em critérios emocionais e comportamentais.

À direita, o PM Fábio Almeida, que matou por engano Guilherme, de 26 anos
À direita, o PM Fábio Almeida, que matou por engano Guilherme, de 26 anos
Foto: Reprodução/TV Globo / Perfil Brasil

Jovem negro foi confundido com assaltante ao sair do trabalho

Guilherme Dias Santos Ferreira, de 26 anos, foi morto com um tiro na cabeça no dia 4 de julho, por volta das 22h35, na zona sul de São Paulo. No boletim de ocorrência, o PM alegou ter confundido o jovem com um suspeito armado que teria tentado roubar sua moto enquanto ele trafegava pela Estrada Ecoturística de Parelheiros. O agente estava de folga e reagiu com disparos. Guilherme, que havia saído do trabalho sete minutos antes, morreu no local.

Segundo a polícia, o agente atua no 12º Batalhão da PM Metropolitana e foi preso em flagrante por homicídio culposo. Pagou fiança e foi liberado, mas segue afastado do serviço operacional.

Guilherme voltava do emprego em uma fábrica de móveis. Na mochila, levava marmita, talheres, um livro e roupas de trabalho. A família relata que ele fazia diariamente o mesmo trajeto. A viúva afirmou que o marido foi morto a "sangue-frio" e pelas costas, "por ser negro".

"Deu 22h e eu dormi, e do nada acordei às 2h. Olhei meu WhatsApp e tinha mensagem dele: 'Estou indo embora' às 22h38. Era duas e meia da manhã e ele não tinha chegado. Ele nunca foi de chegar tarde em casa, sempre chegou no horário. Se ocorresse alguma coisa, ele me avisava", disse a esposa.

Colegas de trabalho e testemunhas confirmam que a vítima deixou a fábrica às 22h28. Um funcionário apresentou o registro do ponto eletrônico como prova.

Perfil Brasil
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