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PM é denunciado por homicídio qualificado após matar suspeito algemado no RS

Ministério Público afirma que jovem foi executado com tiros na cabeça e no tórax mesmo rendido; vídeo contradiz versão da polícia

5 ago 2025 - 11h14
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou denúncia contra o soldado Emerson Brião, da Brigada Militar, por homicídio qualificado pela morte de Geovane Matias Maciel, de 19 anos, ocorrida em 4 de março de 2025, na BR-285, no município de Bom Jesus, na Serra Gaúcha.

Foto: Reprodução/RBS TV / Porto Alegre 24 horas

Segundo a investigação, a vítima estava algemada e imobilizada no chão no momento em que foi baleada. O laudo apontou que os disparos atingiram a cabeça e o tórax de Geovane, provocando hemorragia interna que levou à morte. O Ministério Público também requer que a família do jovem receba uma indenização mínima equivalente a 50 salários mínimos.

De acordo com o MPRS, imagens enviadas de forma anônima mostram que Geovane já estava rendido quando foi atingido pelos disparos, o que derruba a versão apresentada inicialmente pelos policiais envolvidos. O conteúdo do vídeo levou à abertura de um novo inquérito conduzido pela Delegacia de Vacaria, com perícias técnicas que comprovaram que os tiros partiram da arma de Brião.

Acusações e outros envolvidos

Além de Brião, outros três policiais foram indiciados por fraude processual e prevaricação, suspeitos de alterar a cena do crime e apresentar informações falsas:

Emerson Brião: homicídio qualificado e fraude processual; encontra-se preso preventivamente em unidade militar em Porto Alegre;

Sargento André Remonti, soldado Jeremias Paim e soldado Bruno Moojen Souza Ramos: fraude processual e prevaricação.

Os policiais alegam que Geovane teria reagido com uma faca, mas o vídeo analisado contradiz essa versão. A perícia também incluiu exames de balística, necropsia e depoimentos de testemunhas.

Histórico da vítima

Geovane Matias Maciel possuía mandado de prisão preventiva por violência doméstica e era suspeito de ter incendiado a casa da ex-companheira dois dias antes do ocorrido. Também respondia a investigações por furtos e, durante a adolescência, teve envolvimento em atos infracionais, incluindo um latrocínio.

A defesa do soldado Brião ainda não se manifestou formalmente, mas sustentou em depoimento que os disparos ocorreram em legítima defesa, versão descartada pelas evidências reunidas no novo inquérito.

Porto Alegre 24 horas
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