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PF diz que esquema com influencers, bets e rifas envolvia dinheiro do tráfico de drogas

A Operação Narco Fluxo cumpriu 33 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão nesta quarta-feira

15 abr 2026 - 12h49
(atualizado às 12h53)
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Marcelo Maceiras, Delegado Regional de Polícia Judiciária da PF de SP, divulgou detalhes sobre a Operação Narco Fluxo
Marcelo Maceiras, Delegado Regional de Polícia Judiciária da PF de SP, divulgou detalhes sobre a Operação Narco Fluxo
Foto: Gabriel Gatto/Terra

Influenciadores como MC Ryan SP e Poze do Rodo, presos preventivamente nesta quarta-feira, 15, eram usados na propaganda de empresas de aposta e rifas ilegais, que, por sua vez, faziam parte de um esquema de lavagem de dinheiro que incluía valores ilícitos oriundos do tráfico de drogas, informou a Polícia Federal. 

O esquema criminoso foi alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada na manhã desta quarta com o cumprimento de 33 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão. A ação teve a autorização judicial para o bloqueio de R$ 1,6 bilhão. 

À imprensa, Marcelo Alberto Maceiras, Delegado Regional de Polícia Judiciária da PF em São Paulo, explicou a função dos influenciadores no esquema criminoso: “Dentro da engrenagem criminosa, se utilizam de pessoas com grande visibilidade para fazer a propaganda dessas empresas ilegais e para movimentar o dinheiro de forma a não chamar a atenção” 

“Essas pessoas com muitos seguidores conseguem movimentar grandes quantias sem chamar a atenção dos sistemas de compliance das autoridades e dos bancos, então são muito úteis e facilmente recrutáveis por essas organizações dessa estrutura de lavagem”, diz Maceiras. 

O delegado destaca que a operação da PF seguiu o ‘caminho’ do dinheiro lavado que, na ponta, se ressaltava no patrimônio das figuras públicas na forma de “grandes festas, veículos e imóveis luxuosos”. 

O esquema de lavagem, segundo Maceiras, era facilitado com o uso de processadoras de pagamento, empresas com as quais os criminosos conseguiam movimentar grandes valores e, através delas, avançar às fases finais do esquema, como a descentralização dos recursos, uso de contas de passagens e laranjas, para dificultar o rastreio. 

O delegado explicou, ainda, que parte do dinheiro lavado era oriundo do tráfico de drogas: “Fatalmente chegamos nas facções criminosas, sem entrar no mérito de ser PCC ou não, mas a investigação demonstra que parte do dinheiro captado e depois despejado nessa estrutura é oriunda do tráfico”.

Fonte: Portal Terra
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