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Pavilhão dos países na COP30 pega fogo em Belém

O incidente resultou no atendimento de 13 pessoas, que foram encaminhados após inalação de fumaça

20 nov 2025 - 18h00
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Uma ocorrência de fogo foi registrada na tarde desta quinta-feira (20) no Pavilhão dos Países, uma seção pertencente à Zona Azul da COP30, realizada em Belém, no Pará. A manifestação teve início após as 14h. A equipe responsável pela organização da Conferência do Clima reportou que o foco do fogo foi neutralizado em um período de aproximadamente seis minutos.

Este episódio ocorre cerca de uma semana após a Organização das Nações Unidas ter solicitado uma resposta rápida ao governo brasileiro para solucionar falhas na segurança
Este episódio ocorre cerca de uma semana após a Organização das Nações Unidas ter solicitado uma resposta rápida ao governo brasileiro para solucionar falhas na segurança
Foto: Reprodução/TV Globo / Perfil Brasil

O incidente resultou no atendimento de 13 pessoas, que foram encaminhados após inalação de fumaça. Como procedimento de segurança, foi emitida uma determinação para que todas as pessoas presentes na Zona Azul evacuassem o local, o que implicou a suspensão das atividades programadas para a COP30.

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), entidade da Organização das Nações Unidas (ONU) que supervisiona o evento, informou que equipes de bombeiros estavam realizando verificações de segurança. Não havia previsão para a retomada das operações na Zona Azul antes das 20h.

A Zona Azul, também denominada Blue Zone, constitui a principal área da Conferência do Clima. É nesse espaço que estão localizadas as salas destinadas às reuniões entre negociadores e ministros. Adicionalmente, a Zona Azul abriga os estandes onde as nações apresentam seus projetos e ações. Foi nesta região central do evento que o registro de fogo ocorreu.

O governador do Pará, Helder Barbalho, comunicou que duas possibilidades iniciais estavam sendo consideradas como potenciais causas do incidente na COP30: um mau funcionamento em um gerador de energia ou um curto-circuito em um dos estandes.

Este episódio ocorre cerca de uma semana após a Organização das Nações Unidas ter solicitado uma resposta rápida ao governo brasileiro para solucionar falhas na segurança e questões estruturais observadas. Essa solicitação foi formalizada em um documento enviado pela UNFCCC ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (responsável pela coordenação das atividades da cúpula), e a André Corrêa do Lago, presidente da COP30.

No comunicado, assinado pelo secretário-executivo Simon Stiell, houve menção a uma tentativa de invasão ocorrida na noite da terça-feira anterior, quando um grupo estimado em 150 ativistas ingressou no pavilhão, gerando ferimentos, danos materiais e evidenciando "brechas graves" no controle do evento.

O texto da ONU detalhava diversas fragilidades, incluindo portas sem supervisão, um número insuficiente de pessoal de segurança e a ausência de garantias de uma reação imediata por parte das forças federais e estaduais. Além disso, a UNFCCC alertou para problemas relacionados à infraestrutura do evento, como temperatura excessiva em alguns pavilhões, falhas no sistema de climatização, vazamentos de água provocados pelas precipitações e riscos associados à proximidade de água com as instalações elétricas. A segurança da Conferência do Clima e as condições da infraestrutura continuam sendo pontos de atenção após o incidente.

Perfil Brasil
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