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Países liberam recorde de reservas estratégicas de petróleo para conter preço

11 mar 2026 - 15h41
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Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia vão desbloquear 400 milhões de barris da commodity. Recorde anterior, de 182 milhões barris, ocorreu no início da guerra entre Rússia e Ucrânia.A Agência Internacional de Energia (AIE) disse nesta quarta‑feira (11/03) que seus países‑membros vão desbloquear 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas para amenizar o impacto da guerra no Oriente Médio. Esta é a maior liberação da commodity já registrada na história da organização, que conta com 32 países-membros, a maioria deles nações ricas da Europa e também os EUA e Austrália, entre outros.

Irã vem atacando navios para manter fechamento do Estreito de Ormuz
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Foto: DW / Deutsche Welle

"O desafio que estamos enfrentando no mercado de petróleo é sem precedentes em escala, portanto fico muito satisfeito que os países‑membros da IEA tenham respondido com uma ação coletiva de emergência de tamanho igualmente inédito", afirmou o diretor‑executivo da AIE, Fatih Birol.

A injeção de petróleo no mercado supera os 182 milhões de barris que os países‑membros da entidade liberaram em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

"As reservas de emergência serão disponibilizadas ao mercado em um prazo adequado às circunstâncias nacionais de cada país‑membro e serão complementadas por medidas emergenciais adicionais por parte de alguns países", disse a AIE.

Alemanha e Japão puxam liberações

O anúncio ocorreu enquanto líderes do G7 discutiam, em videoconferência presidida pelo presidente francês Emmanuel Macron, os impactos econômicos da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que agora entra em sua segunda semana.

Países em todo o mundo mantêm grandes quantidades de petróleo que podem usar em caso de crise. Como se trata de uma commodity global e inundar o mercado com um fluxo repentino de novos suprimentos tem implicações internacionais, os países costumam conversar entre si antes de recorrer às reservas. Isso inclui a coordenação com a AIE, organização criada justamente após a crise do petróleo de 1973.

Mais cedo, o Japão, cujas reservas estratégicas de petróleo estão entre as maiores do mundo, e a Alemanha disseram que recorreriam de forma unilateral aos seus estoques.

"Dada a dependência excepcionalmente alta do Japão em relação ao Oriente Médio (para petróleo) e considerando que seremos severamente afetados, planejamos utilizar nossas reservas estratégicas", afirmou a primeira‑ministra japonesa Sanae Takaichi. Os barris serão desbloqueados já no dia 16, sem "sem esperar por uma decisão formal" da AIE, completou.

No caso da Alemanha, 2,4 milhões de toneladas serão liberadas, ainda sem data definida.

Volatilidade de preços

O mercado de petróleo tem sido atingido por forte volatilidade desde que Estados Unidos e Israel começaram a atacar o Irã no final de fevereiro. A retaliação iraniana atingiu alvos em todo o Golfo Pérsico, inclusive navios petroleiros. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do mundo, também foi praticamente fechado.

A ação disparou os preços do petróleo, que modularam desde o início do conflito e chegaram a um pico de 120 dólares o barril. O anúncio da AIE, porém, não arrefeceu o custo futuro do Brent, com os mercados ainda incertos sobre o plano da agência. Nesta quarta-feira, a commodity é negociada acima de 4% em relação ao dia anterior, ultrapassando os 90 dólares por barril.

Ao atacar novo navio cargueiro também nesta quarta-feira, um porta-voz militar iraniano disse esperar que o preço do petróleo chegue a 200 dólares o barril.

Já o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, afirmou que o problema de trânsito é "temporário". "O que temos aqui não é uma escassez de energia no mundo. Temos um problema de transporte", afirmou.

Ações domésticas contra a crise

A analista sênior da Swissquote Bank, Ipek Ozkardeskaya, entende que 400 milhões de barris ainda seriam uma quantidade "modesta" em comparação com os cerca de 45 milhões de barris consumidos diariamente pelos países da AIE.

Países ao redor do mundo têm corrido para responder ao aumento dos preços do petróleo.

Bangladesh mobilizou o Exército para proteger depósitos de petróleo, a Índia impôs controles mais rígidos sobre gás natural e gás de cozinha, e autoridades francesas realizaram inspeções em postos de gasolina, multando aqueles que foram flagrados inflando preços.

Os 32 membros da AIE mantêm mais de 1,2 bilhão de barris de reservas públicas de emergência, além de 600 milhões de barris de estoques industriais mantidos sob exigência governamental.

gq (AFP, AP, OTS)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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