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Onyx defende investigação de ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Ministro extraordinário da transição diz que é preciso aguardar apuração para poder 'fazer juízo depois'

11 dez 2018
23h20
atualizado em 12/12/2018 às 07h30
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BRASÍLIA - O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, defendeu nesta terça-feira, 11, que sejam realizadas todas as investigações necessárias para se esclarecer os depósitos em espécie feitos na conta de um ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro.

"Presidente Bolsonaro é um homem que sempre se pautou pela verdade, não teme a verdade e a gente tem total tranquilidade nessa circunstância e em qualquer outra. A longa vida pública dele é o atestado maior. [...] Precisamos aguardar a investigação para poder fazer juízo depois. ", disse.

Bolsonaro e Onyx Lorenzoni em Brasília
 20/11/2018   REUTERS/Adriano Machado
Bolsonaro e Onyx Lorenzoni em Brasília 20/11/2018 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Adriano Machado / Reuters

O "Estado" mostrou nesta terça que mais da metade dos depósitos recebidos por Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-motorista de Flávio, aconteceu no dia do pagamento dos funcionários da Assembleia Legislativa do Rio ou em até três dias úteis depois. A investigação é do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Onyx afirmou defender a tese de que o Coaf deveria se transformar em uma agência de investigação financeira para poder ampliar seus poderes de atuação. Questionado sobre se o futuro governo poderia fazer esta mudança no conselho, ele afirmou que a decisão caberá ao futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Na semana passada, o futuro ministro da Casa Civil abandonou uma entrevista coletiva ao ser perguntado sobre a questão. Questionado nesta terça-feira se Bolsonaro já deu maiores detalhes sobre o caso a ele, Onyx afirmou que ainda não teve tempo de conversar com o futuro presidente a respeito, mas informou que o acompanhará nos exames médicos que realizará em São Paulo na sexta-feira, 14. "A gente no avião vai ter condição de conversar mais, mas nesse momento não tenho nenhuma informação", disse.

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Estadão
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