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ONU pede "ação urgente" para frear IA; Trump rejeita alertas

14 set 2026 - 17h21
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Resumo
A ONU pediu ação urgente para regulamentar a inteligência artificial, alertando sobre riscos aos direitos humanos e a concentração do setor em poucas empresas. O apelo por uma desaceleração no avanço da tecnologia foi apoiado por líderes como Elon Musk e executivos da OpenAI e Anthropic, gerando queda em ações do setor. Em contraste, Donald Trump rejeitou os alertas, classificando as preocupações como uma conspiração prejudicial aos Estados Unidos que favorece a China.

Alto comissário Volker Türk defende mecanismos internacionais de supervisão diante dos riscos da tecnologia aos direitos humanos. Presidente dos EUA afirma que preocupação é "conspiração doentia".O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta segunda-feira (14) uma ação urgente para regulamentar a inteligência artificial (IA), diante dos riscos que os sistemas mais avançados da tecnologia podem representar.

Crescem apelos para maior regulação da pesquisa com inteligência artificial
Crescem apelos para maior regulação da pesquisa com inteligência artificial
Foto: DW / Deutsche Welle

"Estamos no início de uma mudança irreversível que afetará não apenas a nossa geração, mas também as futuras gerações da humanidade", afirmou Türk em comunicado.

O chefe de direitos humanos da ONU conclamou governos e empresas a adotar mecanismos multilaterais de supervisão. Segundo ele, a IA pode ameaçar diversos direitos fundamentais, incluindo o direito à vida.

As preocupações com os impactos do rápido avanço da inteligência artificial cresceram nos últimos anos. Na última semana, apelos cresceram após executivos e ex-pesquisadores de algumas das principais empresas do setor passarem a defender uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia para permitir uma avaliação mais rigorosa dos riscos.

Para Türk, a corrida por sistemas cada vez mais poderosos representa uma transformação profunda e expõe diferentes aspectos da vida humana a riscos cada vez maiores. Ele também criticou a concentração de poder nas mãos de poucas empresas de tecnologia.

Segundo o alto comissário, o mundo depende atualmente de um grupo reduzido de companhias para tomar decisões sobre o desenvolvimento da IA, com impactos potenciais sobre toda a humanidade.

Trump rejeita preocupações

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou as preocupações com o avanço da inteligência artificial como uma "conspiração doentia".

Em publicação na rede Truth Social nesta segunda-feira, Trump afirmou que a única forma de controle ou de "barreiras de proteção" necessária para a IA é a atuação de um presidente "forte e inteligente".

O presidente também disse que seu governo já impediu a empresa de tecnologia Anthropic de realizar ações "ruins ou potencialmente ruins" com a tecnologia.

Anteriormente, oPentágono havia classificado modelos da empresa como um possível risco à segurança e chegou a impor temporariamente restrições a um de seus sistemas mais avançados.

"Há uma conspiração doentia contra a IA e os centros de dados, e o único país que se beneficia disso é a China", escreveu Trump.

Pressão por desaceleração

No sábado, o diretor-executivo da Anthropic, Dario Amodei, defendeureduzir o ritmo dos avanços da inteligência artificial para ampliar a análise das novas capacidades da tecnologia e de seus possíveis efeitos. A posição recebeu apoio público do CEO da OpenAI, Sam Altman, e do empresário Elon Musk, dono do X.

Amodei alertou para os riscos de um desenvolvimento descontrolado da IA em escala global. Segundo ele, agentes de inteligência artificial poderão dominar grande parte da atividade na internet nos próximos seis a doze meses.

A Microsoft também divulgou diretrizes próprias para garantir supervisão humana sobre sistemas de IA.

As declarações de Amodei repercutiram nos mercados financeiros e pressionaram as ações do setor de tecnologia. Os papéis da fabricante de chips Nvidia caíram 3,5%.

gq (DW, AFP, EFE, AP)

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