O que você precisa saber antes de blindar um carro
Segurança, custos e impactos: confira os pontos essenciais antes de investir em blindagem veicular
Antes de blindar um carro, algumas informações são essenciais. A blindagem de veículos tem se tornado uma alternativa cada vez mais comum para quem busca mais segurança no trânsito urbano. Porém, antes de investir — um processo que pode custar caro — é essencial entender como funciona, quais são os impactos no carro e o que a legislação brasileira exige.
Especialistas ressaltam que blindagem não substitui direção defensiva ou planejamento de rotas. Trata-se de uma camada extra de proteção — não uma garantia absoluta de segurança.
Antes de decidir, o recomendável é avaliar rotina, perfil de risco e custo-benefício. Quando o assunto é segurança, informação continua sendo o melhor investimento.
O que devo saber antes de blindar um carro?
No Brasil, o nível mais utilizado é o III-A, capaz de resistir a tiros de pistolas e revólveres. Esse padrão é permitido para uso civil. Além disso, atende aos principais cenários de risco em áreas urbanas. A blindagem é legal, mas deve ser realizada por empresas credenciadas, com autorização oficial e registro no documento do veículo. Ignorar essas exigências pode gerar problemas jurídicos e comprometer a validade da proteção.
O processo também altera o desempenho do carro. O peso extra — que pode ultrapassar 200 kg — afeta consumo de combustível, suspensão, freios e durabilidade de componentes. Por isso, veículos com motores mais potentes costumam lidar melhor com a modificação.
Por fim, os custos geralmente partem de R$ 80 mil. No entanto, podem superar os R$ 120 mil, além de despesas adicionais com seguro e manutenção. Outro ponto de atenção é a revenda: carros blindados tendem a ter público mais restrito.