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O que se sabe sobre jornalista dos EUA sequestrada no Iraque?

O governo dos Estados Unidos confirma o sequestro de Shelly Kittleson e ordena a saída imediata de todos os cidadãos americanos do território iraquiano

31 mar 2026 - 17h36
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O cenário de instabilidade no Oriente Médio ganhou um capítulo dramático nesta terça-feira (31) com a confirmação do sequestro da jornalista norte-americana Shelly Kittleson em Bagdá. A informação, anunciada inicialmente pelo governo iraquiano e posteriormente ratificada pela Casa Branca, coloca em xeque a segurança de profissionais de imprensa na região. Kittleson, que atua de forma independente para veículos de prestígio como a rede britânica BBC, o site norte-americano Politico e o portal Al-Monitor, foi capturada enquanto realizava uma cobertura na capital iraquiana.

A jornalista norte
A jornalista norte
Foto: americana independente Shelly Kittleson foi capturada em Bagdá - Reprodução / Perfil Brasil

A gravidade do episódio é acentuada pelo fato de que o governo dos Estados Unidos já havia emitido alertas específicos à jornalista. Segundo o portal Al-Monitor, Kittleson foi formalmente aconselhada a não viajar ao Iraque devido a ameaças diretas identificadas pelos serviços de inteligência. Em resposta ao crime, o Ministério do Interior do Iraque lançou uma operação de larga escala que já resultou na detenção de um suspeito. O Departamento de Estado americano informou que está coordenando ações junto ao FBI para garantir a libertação da profissional o mais rápido possível.

Sequestro de jornalista norte-americana preocupa autoridades

As investigações preliminares dos EUA apontam que o suspeito detido possui ligações com o Kataib Hizballah, um grupo de milícias alinhado ao Irã que opera no território iraquiano. O incidente ocorre em um momento de extrema tensão geopolítica: embora o Iraque seja um aliado militar de Washington desde a invasão de 2003, o país também mantém laços profundos com Teerã por meio de grupos xiitas. Essa dualidade tem transformado o solo iraquiano em um tabuleiro de ataques e retaliações entre potências e grupos insurgentes, como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda.

Nas redes sociais, vídeos que supostamente registram o momento do sequestro mostram homens rendendo uma mulher e forçando sua entrada em um veículo sob a vigilância de comparsas. Diante do risco iminente de novos incidentes, o Departamento de Defesa dos EUA emitiu uma ordem clara: nenhum cidadão americano deve viajar ao Iraque no momento e aqueles que já estão no país devem abandoná-lo imediatamente. Até o fechamento desta reportagem, nenhum grupo terrorista ou milícia havia reivindicado formalmente a autoria do sequestro.

Perfil Brasil
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