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O que acontece agora com Cláudio Castro e como será a sucessão após condenação no TSE

A renúncia estratégica do governador e a decisão do TSE sobre o caso Ceperj abrem caminho para uma inédita eleição indireta na Alerj

25 mar 2026 - 13h33
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A cena política do Rio de Janeiro sofreu uma reviravolta drástica nesta semana com a confirmação da condenação do o ex-governador Cláudio Castro (PL) pelo Tribunal Superior Eleitoral. O ex-governador, que havia renunciado ao comando do Executivo estadual na última segunda-feira, tentou uma manobra de antecipação para esvaziar o julgamento. No entanto, o movimento não surtiu o efeito jurídico esperado perante a Corte. A saída oficial foi formalizada através de uma carta enviada à Assembleia Legislativa do Rio, marcando o que Castro chamou de cerimônia "de encerramento do mandato" no Palácio Guanabara. O plano original envolvia focar em sua pré-candidatura ao Senado, mas os planos agora esbarram na decretação de sua inelegibilidade imediata.

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Foto: governador Cláudio Castro (PL) - Rafael Campos/ Gov. RJ / Perfil Brasil

Impactos da renúncia e a decisão do TSE no Rio

O desfecho do caso Ceperj trouxe consequências severas para o grupo político do ex-governador. Especialistas apontam que a saída antecipada do cargo não possuía o poder de paralisar o rito processual na esfera eleitoral. Guilherme Barcelos, cofundador da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, foi enfático ao analisar a situação jurídica do político do PL. Segundo ele, o processo seguiu seu trâmite natural, mesmo que ele não estivesse mais ocupando a cadeira de governador. O advogado explica que isso não impediu o prosseguimento da ação, resultando na condenação do governador, inclusive com a aplicação da sanção de inelegibilidade por um período considerável.

Com a sentença proferida, Castro fica impossibilitado de disputar eleições até o ano de 2030, seguindo os parâmetros estabelecidos pela Lei da Ficha Limpa. O prazo de oito anos é contabilizado a partir do pleito de 2022, momento em que ocorreram as irregularidades analisadas pelos ministros. Embora a defesa ainda possua instrumentos jurídicos à disposição, o cenário de reversão é considerado complexo. Castro poderá recorrer à própria Corte eleitoral através de embargos de declaração. Este recurso serve para solicitar esclarecimentos sobre pontos que a defesa considere obscuros, contraditórios ou omissos no texto da sentença.

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Recursos jurídicos e as chances de Cláudio Castro

A batalha judicial deve se estender até o Supremo Tribunal Federal, onde os advogados pretendem questionar a constitucionalidade da decisão via recurso extraordinário. Entretanto, juristas alertam que tais medidas raramente conseguem anular os efeitos práticos de uma decisão do TSE de forma imediata. Guilherme Barcelos ressalta que é um direito do cidadão tentar a suspensão dos efeitos da condenação. Todavia, ele pondera que os recursos, no entanto, não teriam efeito suspensivo automático. Para obter qualquer mudança, o ex-governador teria que requerer incidentalmente, isto é, fora da análise do mérito principal do processo.

A vacância no cargo de governador exige agora que o estado passe por um processo de escolha indireta. O comando interino do Palácio Guanabara foi assumido pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. Ele será o responsável por organizar o pleito que definirá quem ocupará a vaga de "governador-tampão" até o encerramento deste ano. Esta eleição ocorrerá no final de abril e contará apenas com os votos dos 70 deputados estaduais da Alerj. Vale destacar que este processo não anula a eleição convencional marcada para outubro, quando a população fluminense irá às urnas para escolher um novo mandatário para os próximos quatro anos.

Perfil Brasil
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