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O que a mansão de R$ 61 milhões de Mbappé revela sobre o novo momento do mercado imobiliário

Enquanto imóveis ganham espaços de lazer, tecnologia e máxima privacidade, uma nova geração de empreendimentos aposta em comunidades exclusivas e conexões internacionais para ampliar o conceito de morar

3 jul 2026 - 14h10
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A mansão de aproximadamente R$ 61 milhões adquirida por Kylian Mbappé em La Finca, condomínio considerado um dos mais exclusivos da Espanha, chama atenção pelos números e pela estrutura. São mais de 1.100 metros quadrados, cinema privativo, piscina climatizada, campo de futebol, quadra esportiva, mini golfe, academia e um dos mais sofisticados sistemas de segurança da Europa.

De Mbappé ao Brasil: conheça a transformação do mercado imobiliário de alto padrão e as novas exigências dos compradores de luxo
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Foto: Reprodução/Internet / Perfil Brasil

Mas, para quem acompanha a evolução do mercado imobiliário, o imóvel representa uma transformação muito maior do que a busca por casas cada vez mais luxuosas. O que cresce em diferentes partes do mundo é um conceito que une arquitetura, qualidade construtiva, bem-estar e uma experiência de vida que continua além dos limites da residência.

O novo perfil do comprador de imóveis de luxo

Segundo Thiago Castilho, incorporador imobiliário e especialista em processos construtivos inovadores e de alto padrão, o perfil do comprador mudou de forma significativa nos últimos anos. "Hoje, o cliente procura um imóvel que faça sentido para sua rotina e para o seu estilo de vida. A casa continua sendo protagonista, mas ela passou a fazer parte de um ecossistema maior, que envolve conforto, privacidade, tecnologia, serviços e experiências. O alto padrão deixou de ser apenas aquilo que se vê".

Castilho explica que esse movimento também altera a forma como os empreendimentos são concebidos. "Existe uma preocupação muito grande com soluções construtivas, eficiência energética, integração com a natureza, automação, isolamento acústico e qualidade dos materiais. São elementos que muitas vezes não aparecem nas fotos, mas que fazem toda a diferença para quem vive aquele imóvel".

Outro aspecto que ganha força é a valorização do pertencimento. Em vez de adquirir apenas uma segunda residência para temporadas de descanso, muitos compradores buscam empreendimentos capazes de ampliar suas conexões pessoais e profissionais. "O imóvel deixa de ser apenas um destino de férias. Ele passa a abrir portas para novas experiências, encontros, serviços exclusivos e uma rede de relacionamentos que acompanha o proprietário onde ele estiver".

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Tendência global de moradia chega ao mercado brasileiro

Esse conceito começa a ganhar espaço também no Brasil. Um dos exemplos é a Península Três Marias, empreendimento desenvolvido pela Elemental Construtora às margens da represa de Três Marias, em Minas Gerais. Além das residências integradas à natureza, marina, estrutura de lazer e operação de aviação executiva, o projeto incorpora a Casa Elan, iniciativa que conecta automaticamente os proprietários a uma rede internacional formada por mais de dois mil clubes privados, country clubs, clubes de golfe e plataformas globais de concierge e experiências.

Na prática, a proposta amplia o significado da segunda residência. Além do imóvel, os proprietários passam a ter acesso a ambientes exclusivos, reservas prioritárias, eventos privados e experiências em diferentes destinos dentro e fora do Brasil. "O conceito de segunda residência está mudando. Antes, ela era vista como um lugar para passar alguns períodos do ano. Agora, ela representa pertencimento. As pessoas querem fazer parte de uma comunidade, criar conexões e ter acesso a experiências que acompanhem seu estilo de vida, independentemente da cidade ou do país onde estejam", afirma Castilho.

Dentro desse conceito, a própria Casa Elan terá uma função que vai além de um espaço de recepção. Localizada próxima ao aeroporto que atenderá o empreendimento, ela foi planejada para transformar a chegada dos moradores em parte da experiência, funcionando como um ambiente de convivência, acolhimento e integração antes do deslocamento até as residências. "O futuro não está apenas em construir casas extraordinárias. Está em criar lugares capazes de gerar vínculos, oferecer experiências consistentes e fazer com que o proprietário se sinta pertencente a uma comunidade. É isso que passa a agregar valor de longo prazo aos empreendimentos", conclui Thiago Castilho.

Perfil Brasil
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