"Ninguém aguenta mais quatro anos de PT", diz Zema
Ex-governador de Minas Gerais se lança na corrida presidencial com discurso antipetista e busca definir vice até agosto
O partido Novo oficializou Romeu Zema candidato à Presidência da República nesta segunda-feira (27). Durante a convenção partidária, o ex-governador de Minas Gerais declarou que o combate ao Partido dos Trabalhadores orientará toda a sua plataforma na disputa ao Palácio do Planalto.
A princípio, Zema relembrou o período em que esteve à frente do executivo mineiro para criticar a gestão adversária. Zema afirmou ter testemunhado o colapso fiscal do estado sob o comando petista.
"Ninguém aguenta mais quatro anos de PT. No passado, foi mensalão, petrolão, mala de dinheiro, e agora estamos aí, [com o caso do escândalo] Master."
Diante desse cenário, a pré-campanha busca posicionar Romeu Zema como uma opção de terceira via. O candidato tenta se descolar da polarização tradicional entre o PT e o PL, resgatando o discurso de outsider que o elegeu em disputas estaduais anteriores.
Embora tenha apoiado o ex-presidente Jair Bolsonaro em eleições passadas, o político mineiro mantém distância em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar também figura na corrida presidencial. Ao ser questionado sobre o concorrente, Zema evitou polemizar e disse que já havia expressado sua opinião sobre o tema.
Paralelamente, Zema justificou sua entrada na vida pública como uma reação aos governos de esquerda. Ele defendeu reformas profundas no Estado brasileiro:
"Brasil tem tudo para dar certo, não temos terremoto, furacão... [...] problema não é que falta recurso, problema é que sobra ladrão. E nós vamos acabar com isso."
Negociações para a vaga de vice-presidente
Nesse ínterim, a legenda ainda trabalha para fechar a composição da chapa. A sigla tem até o dia 5 de agosto, limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para definir o nome do candidato a vice-presidente.
Em vista disso, o grupo político conversa com o Democracia Cristã (DC) para atrair Joaquim Barbosa, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois líderes conversaram por telefone, e os interlocutores consideraram o diálogo promissor, embora o ex-ministro ainda avalie se aceita compor o projeto eleitoral.
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