Irã diz que ainda não tem resposta sobre proposta dos EUA
Presidente dos EUA ameaça realizar ataques de maior intensidade caso Teerã não aceite acordo. Acompanhe o conflito.
Israel e Líbano vão se reunir em Washington na próxima semana
Presidente do Irã afirma que se reuniu com o líder supremo
Israel afirma ter matado mais de 200 combatentes do Hezbollah desde cessar-fogo
Trump diz que acordo com Irã é "muito possível"
Irã anuncia que ainda avalia proposta de paz dos EUA
Trump afirma ter tido conversas "muito boas" com Teerã sobre possível acordo
França envia porta-aviões ao Estreito de Ormuz para preparar escolta
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Arábia Saudita e Kuwait ampliam acesso dos EUA a suas bases militares
A Arábia Saudita e o Kuwait suspendem restrições ao acesso militar dos EUA às suas bases e espaço aéreo, abrindo caminho para a retomada do "Projeto Liberdade" já nesta semana, relatou nesta quinta-feira (07/05) o The Wall Street Journal (WSJ), citando autoridades americanas e sauditas.
As restrições haviam sido impostas após o lançamento da operação americana que visa reabrir o Estreito de Ormuz.
No início desta semana, o governo do presidente Donald Trump suspendeu abruptamente a operação na qual as forças americanas iriam guiar navios comerciais através do estreito, após apenas 36 horas.
Segundo reportagem da emissora americana NBC News, a suspensão ocorreu depois que a Arábia Saudita - cujo príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, teria conversado diretamente com Trump - se recusou a permitir que as forças americanas usassem seu espaço aéreo e suas bases para a operação.
No entanto, uma fonte saudita consultada pela agência de notícias AFP negou essa informação, afirmando que os Estados Unidos ainda têm acesso regular às bases e ao espaço aéreo sauditas.
De acordo com o Wall Street Journal, o acesso dos EUA às bases e ao espaço aéreo sauditas teria sido restabelecido após uma segunda ligação telefônica entre Trump e o príncipe herdeiro.
rc (AFP)
EUA impõem novas sanções relacionadas ao Irã
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA anunciou nesta quinta-feira (07/05) uma nova rodada de sanções contra indivíduos e entidades associadas ao Irã, prometendo "aumentar a pressão econômica" sobre Teerã e seus aliados no Iraque.
"O Tesouro não ficará de braços cruzados enquanto os militares iranianos exploram o petróleo iraquiano para financiar o terrorismo contra os Estados Unidos e nossos parceiros", afirmou o Secretário do Tesouro, Scott Bessent.
A lista inclui quatro pessoas sancionadas individualmente, entre elas o vice-ministro do petróleo do Iraque, Ali Maarij Al-Bahadl, acusado pelo Departamento do Tesouro de abusar de sua posição para "facilitar o desvio de petróleo para ser vendido em benefício do regime iraniano e suas milícias aliadas no Iraque".
Os outros três indivíduos são considerados líderes importantes das milícias Kata'ib Sayyid Al-Shuhada e Asa'ib Ahl Al-Haq, alinhadas ao Irã, no Iraque.
O Departamento do Tesouro afirmou que "todos os bens e interesses em bens das pessoas designadas ou bloqueadas descritas acima, que estejam nos Estados Unidos ou em posse ou sob o controle de pessoas americanas, estão bloqueados e devem ser comunicados ao OFAC".
"Além disso, quaisquer entidades que sejam detidas, direta ou indiretamente, individualmente ou em conjunto, em 50% ou mais por uma ou mais pessoas bloqueadas também estão bloqueadas", acrescentou.
rc (DW)
Cerca de 1,5 mil navios aguardam passagem pelo Estreito de Ormuz
Em torno de 1,5 mil navios e suas tripulações estão presos no Golfo Pérsico devido ao bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz, informou nesta quinta-feira (07/05) o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI) da ONU, Arsenio Domínguez.
"Neste momento, temos aproximadamente 20 mil tripulantes e cerca de 1,5 mil navios presos", disse Domínguez. As Forças Armadas dos EUA calculam que o total seria de 1.550 navios de 87 países.
O controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz abalou a economia mundial, causando um aumento acentuado nos preços dos combustíveis que se espalhou por outros setores com efeitos muito além do Oriente Médio. Também deixou dezenas de milhares de marinheiros e centenas de navios presos no Golfo Pérsico.
O Irã efetivamente assumiu o controle da via navegável após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro. Semanas de intensos bombardeios e um bloqueio naval dos EUA, imposto no mês passado, ainda não surtiram efeito.
Segundo a OMI, 32 navios foram atacados desde o inicio da crise, com dez marinheiros mortos. As taxas de seguro para navios dispararam de 1% da carga do navio para até 10%, de acordo com especialistas em transporte marítimo.
Impasse continua
De acordo com a plataforma Lloyd's List Intelligence, que reúne dados sobre o comércio marítimo global, acredita-se que 534 navios teriam passado pelo estreito desde o início das crise no Irã, até 4 de maio. Em tempos normais, entre 6,5 mil e 8.450 navios teriam transitado pelo estreito durante o mesmo período.
Antes da guerra, um quinto do petróleo comercializado no mundo normalmente passava pelo estreito todos os dias, assim como grandes quantidades de gás natural, fertilizantes e outros derivados de petróleo.
O Irã afirma que só reabrirá o estreito se a guerra terminar e o bloqueio for suspenso. O presidente dos EUA, Donald Trump, busca concessões mais amplas, incluindo a suspensão do controverso programa nuclear iraniano.
(AFP, AP)
Irã diz que ainda não tem resposta sobre proposta dos EUA
Um porta-voz do Ministério do Exterior do Irã declarou à agência de notícias iraniana Irna que o regime em Teerã ainda não chegou a uma conclusão sobre a proposta dos Estados Unidos e que nenhuma resposta foi dada aos EUA.
as (Reuters)
Israel e Líbano vão se reunir em Washington na próxima semana
O Líbano e Israel realizarão uma nova rodada de conversas nos dias 14 e 15 de maio, em Washington, afirmou nesta quinta-feira (07/05) um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, sob condição de anonimato, citado pelas agências de notícias Reuters e AFP, sem dizer quem participará da reunião.
Os Estados Unidos pressionam os dois países a chegar a um acordo de paz duradouro, enquanto Israel continua atacando militantes do Hezbollah no Líbano.
O anúncio ocorreu um dia após o primeiro ataque de Israel a Beirute desde que Israel e o Líbano concordaram com um frágil cessar-fogo em meados de abril, depois que o governo Trump reuniu os embaixadores dos dois países para raras conversas diretas.
O decretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que a paz era alcançável, mas exigia que o governo do Líbano tivesse a capacidade de combater o Hezbollah.
as (AFP, Reuters)
Israel anuncia morte de comandante do Hezbollah em Beirute
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta quinta-feira (07/05) a morte do comandante de uma unidade de elite da milícia xiita Hezbollah num bombardeio realizado na quarta-feira nos arredores de Beirute, apesar do cessar-fogo em vigor desde abril.
As FDI afirmaram que o combatente Ahmed Qalib Balut, Balut morreu num ataque na região de Dahiya, reduto do movimento xiita na capital libanesa, e o acusaram de liderar dezenas de planos terroristas contra tropas israelenses no sul do Líbano.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou a operação e afirmou que Balut foi morto "no coração de Beirute". Netanyahu acrescentou ainda que Israel matou mais de 200 membros do Hezbollah desde o início do atual cessar-fogo e disse que "nenhum terrorista tem imunidade".
as (Lusa)
Israel afirma ter matado mais de 200 combatentes do Hezbollah desde cessar-fogo
Desde o início do cessar-fogo no Líbano, há três semanas, mais de 200 combatentes da milícia xiita Hezbollah, que é apoiada pelo Irã, foram mortos, afirmaram os militares israelenses nesta quinta-feira (07/05).
Somente na última semana, 85 combatentes do Hezbollah teriam sido mortos. O próprio Hezbollah não comentou esses números.
De acordo com o atual acordo de cessar-fogo, os militares israelenses podem têm se defender de ataques planejados, iminentes ou em andamento, mas não podem realizar operações "ofensivas" contra alvos no Líbano.
as (DPA)
Presidente do Irã afirma que se reuniu com o líder supremo
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira (07/05) que se encontrou recentemente com o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei.
Esta é a primeira vez em que o mandatário ou outras autoridades informam sobre reuniões com a nova autoridade máxima da República Islâmica.
Pezeshkian relatou a reunião de duas horas e meia durante uma visita ao Ministério da Indústria, Minas e Comércio, e disse que o encontro se centrou em questões importantes de governo, segundo a agência estatal Irna.
Mojtaba Khamenei foi nomeado líder supremo em 8 de março, após o assassinato de seu pai, Ali Khamenei, por parte dos Estados Unidos e de Israel.
Desde então, ninguém o viu nem o ouviu, em meio a especulações sobre seu estado de saúde após supostos ferimentos sofridos durante a guerra.
A nova autoridade religiosa máxima do Irã emitiu apenas comunicados que foram lidos por apresentadores na televisão estatal ou compartilhados em redes sociais.
Analistas consideram que, neste momento, a tomada de decisões na república islâmica se deslocou do gabinete do líder supremo para um grupo de segurança que inclui a Guarda Revolucionária, o Conselho Supremo de Segurança e figuras com laços com os setores de defesa do país.
Nesse sistema de governança de consenso de segurança, a voz de Mojtaba Khamenei seria apenas mais uma entre várias.
as (Efe)
Irã se reunirá com a Fifa para discutir participação na Copa
O presidente da Federação de Futebol do Irã (FFI), Mehdi Taj, afirmou que se reunirá nos próximos dias com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir a participação do país na Copa do Mundo nos Estados Unidos.
Em declarações à televisão estatal nesta quarta-feira (06/05), Taj não indicou onde ou quando o encontro ocorrerá, mas reiterou que pedirá garantias de que não haverá "insultos" contra instituições oficiais e militares iranianas.
"Expressaremos nossas expectativas. Se puderem satisfazê-las, sem dúvida participaremos", disse Taj, que é ex-membro da Guarda Revolucionária.
Taj denunciou na semana passada que foi insultado pela Imigração canadense em Toronto, para onde viajava a fim de participar do 76º Congresso da Fifa, e decidiu retornar ao seu país.
Meios de comunicação canadenses, no entanto, relataram que Taj foi deportado por seu passado como membro da Guarda Revolucionária iraniana, designada como organização terrorista pelo Canadá em 2024.
A participação do Irã na Copa do Mundo mantém-se no calendário previsto, segundo a Fifa, embora o acesso de delegações e pessoal vinculado à equipe continue sujeito às políticas migratórias dos países anfitriões: EUA, Canadá e México.
Irã e Estados Unidos encontram-se em guerra desde 28 de fevereiro.
O secretário de Estado Marco Rubio indicou que não haverá problema em autorizar a entrada dos jogadores da seleção iraniana, que disputarão suas partidas da fase de grupos em Santa Clara (Califórnia) e Seattle (estado de Washington), mas que não será permitido o acesso ao país de pessoal técnico da federação que teria laços com a Guarda Revolucionária.
O Irã se classificou para a Copa do Mundo após liderar o Grupo A da fase de classificação da Confederação Asiática de Futebol (AFC) e está no Grupo G, com Nova Zelândia, Bélgica e Egito.
as (Efe)
Trump diz que acordo com Irã é "muito possível"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (06/05) que o governo americano teve conversas "muito boas" nas últimas horas com Teerã e que vê como "muito possível" alcançar um acordo para pôr fim à guerra contra o Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz.
"Tivemos conversas muito boas durante as últimas 44 horas, e é muito possível que cheguemos a um acordo", afirmou Trump a jornalistas em um evento no Salão Oval da Casa Branca.
As declarações foram feitas um dia depois de o presidente americano suspender a operação para escoltar navios retidos desde fevereiro no Golfo Pérsico devido ao bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, a fim de permitir que as partes cheguem a um entendimento que possibilite o fim do conflito.
"Estamos em boa forma e, neste momento, estamos indo bem. Agora temos que conseguir o que temos que conseguir. Se não o fizermos, teremos que dar um passo muito além", disse.
Em uma postagem em sua rede social, Truth Social, Trump declarou que, se o Irã aceitar as condições acordadas para a paz, dará por encerradas as operações militares e o bloqueio naval contra a república islâmica, embora tenha ameaçado atacar com mais intensidade caso o país recuse o pacto.
O republicano voltou a afirmar que o Irã quer "chegar a um acordo" e que a campanha militar americana foi um sucesso porque dizimou os ativos militares iranianos.
"Acho que vencemos", enfatizou.
As palavras de Trump coincidem com informações divulgadas pelo portal Axios, que garante que Washington estaria à espera de uma resposta iraniana nas próximas 48 horas sobre vários pontos-chave de uma proposta para pactuar o fim definitivo do conflito e estabelecer um marco para negociações mais amplas sobre o programa nuclear da república islâmica.
Segundo funcionários da Casa Branca citados pelo portal, este é o momento em que as partes estiveram mais perto de alcançar um acordo desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
fcl (EFE)
EUA imobilizam petroleiro do Irã no Golfo de Omã como parte do bloqueio de Ormuz
As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (06/05) que imobilizaram um petroleiro do Irã no Golfo de Omã como parte da interceptação contínua de embarcações que viajam para ou de portos iranianos.
A medida ocorre após o presidente americano, Donald Trump, ter declarado que, se Teerã chegar a um acordo com Washington, ele encerrará a guerra e o bloqueio.
As forças americanas imobilizaram o M/T Hasna, um petroleiro vazio que ostentava a bandeira do Irã, enquanto tentava chegar a um porto do país no Golfo de Omã, segundo um comunicado do Comando Central dos EUA (Centcon).
Após a tripulação "ignorar repetidos avisos, as forças americanas imobilizaram o leme do navio disparando várias rajadas" do canhão de um caça F-18 que decolou do porta-aviões USS Abraham Lincoln, que está posicionado na região desde janeiro de 2026 como parte da campanha de pressão dos EUA antes do início da guerra em 28 de fevereiro deste ano.
Washington também mantém o porta-aviões USS George H.W. Bush na região e afirma que já "ordenou que 52 navios comerciais retornassem ao porto" como parte do bloqueio imposto a navios que tentam entrar ou sair de portos iranianos.
md (EFE, ots)
"Estamos preparados para qualquer cenário", diz premiê israelense
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou nesta quarta-feira (06/05) que as Forças de Defesa de Israel (FDI) estão preparadas "para qualquer cenário" no Irã e buscou dissipar qualquer rumor sobre uma falta de coordenação com os Estados Unidos após a proposta de Washington para selar um acordo de paz.
"Estamos preparados para qualquer cenário, e essa é a minha instrução às Forças de Defesa de Israel e às nossas forças de segurança", disse Netanyahu em uma mensagem de vídeo no início de uma reunião com seu escritório de Segurança.
O encontro ocorre após o Irã confirmar que continua avaliando a proposta dos Estados Unidos para um acordo de paz e para areabertura de Ormuz, apesar de o presidente americano, Donald Trump, já ter advertido que, se o país não aceitar o plano, atacará com maior intensidade do que antes.
"Falo com o presidente Trump quase diariamente. Minha equipe e a dele se comunicam diariamente, inclusive hoje. E também falarei com o presidente Trump esta noite", declarou Netanyahu, depois que algumas fontes israelenses garantiram que o governo desconhecia a última proposta.
Também nesta quarta-feira, as forças israelenses bombardearam os subúrbios de Beirute, capital do Líbano. Recentemente, ambas os países concordaram por um cessar-fogo temporário, mas os ataques de Israel ao Líbano continuam em meio às negociações.
Termos do plano de paz
Segundo a proposta de acordo, o Irã se comprometeria com uma moratória no enriquecimento nuclear; os Estados Unidos suspenderiam suas sanções e liberariam bilhões de dólares em fundos iranianos congelados, e ambas as partes eliminariam as restrições ao trânsito pelo Estreito de Ormuz.
Trump anunciou na terça-feira (05/05) a suspensão da operação Projeto Liberdade, que os EUA haviam lançado no início da semana para liberar os navios presos no estratégico Estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano.
O mandatário americano afirmou que a decisão se deve ao "progresso considerável em direção a um acordo" com Teerã, sem dar mais detalhes a respeito.
fcl (EFE, ots)
Israel bombardeia subúrbios de Beirute pela primeira vez desde início da trégua
Israel bombardeou, nesta quarta-feira (06/05), os subúrbios ao sul de Beirute, conhecidos como Dahye, no primeiro ataque contra a periferia da capital desde que entrou em vigor um cessar-fogo entre os dois países, há cerca de três semanas.
Caças israelenses atacaram no final da tarde o bairro de Ghobeiri, mais especificamente uma área próxima a Haret Hreik, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANN), sem especificar qual seria o alvo da ação ou se foram registradas vítimas.
Apesar da cessação de hostilidades acordada por Líbano e Israel em meados do mês passado, as forças israelenses continuaram atacando diariamente o sul do Líbano e demoliram um grande número de casas nas áreas que ocupam nessa região, com alguns bombardeios também no Vale do Bekaa, no leste.
No entanto, desde a entrada em vigor da trégua, na meia-noite de 16 para 17 de abril, ainda não haviam atingido os subúrbios de Beirute, que foram fortemente castigados durante o conflito.
O cessar-fogo pretende servir como catalisador para negociações mais profundas, mas por enquanto o processo enfrenta obstáculos importantes, como a recusa de Israel em retirar suas tropas do sul do Líbano ou a rejeição do grupo xiita Hezbollah às conversas.
Nesta mesma quarta-feira, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, defendeu que ainda é cedo para planejar um encontro de alto nível com Israel e reiterou que a realização de novas rodadas de diálogo exigirá uma "consolidação" prévia da atual cessação de hostilidades.
A medida está estipulada, por enquanto, para durar até meados de maio.
Parlamentar iraniano nega que EUA e Irã estejam perto de acordo
Um membro de alto escalão do Parlamento do Irã rechaçou nesta quarta-feira (06/05) uma reportagem do portal americano Axios sobre um acordo iminente com os Estados Unidos para pôr fim ao conflito e assegurou que o suposto memorando divulgado é "uma lista de desejos americanos, mais do que uma realidade".
"Os americanos não obterão em uma guerra perdida o que não conseguiram em negociações cara a cara", afirmou na rede social X o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei.
Rezaei alertou ainda que a república islâmica "está com o dedo no gatilho e preparada", ameaçando com retaliações caso as conversas fracassem.
Horas antes, o Axios informou, citando funcionários americanos e outras duas fontes anônimas com conhecimento do assunto, que Teerã e Washington estão perto de alcançar um acordo que encerre o conflito e abra caminho para um espaço de negociações sobre a questão nuclear iraniana.
O portal indicou que, conforme o acordo, o Irã se comprometeria com uma moratória no enriquecimento nuclear, enquanto os Estados Unidos suspenderiam suas sanções e liberariam bilhões de dólares em fundos iranianos congelados. Além disso, ambas as partes eliminariam as restrições ao trânsito pelo estratégico Estreito de Ormuz.
De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, a república islâmica continua avaliando a proposta dos Estados Unidos para selar um acordo de paz e, "assim que concluir sua revisão, transmitirá seus pontos de vista à parte paquistanesa", mediadora nas negociações entre Teerã e Washington.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em suas redes sociais que, "se o Irã concordar em cumprir o que foi pactuado, o que é, talvez, uma grande suposição, a já lendária operação Fúria Épica chegará ao fim e o bloqueio, extremamente eficaz, permitirá que o Estreito de Ormuz esteja aberto para todos, incluindo o Irã".
Trump informou na véspera a suspensão da operação Projeto Liberdade, lançada pelos EUA na segunda-feira para liberar os navios retidos no estreito de Ormuz em decorrência do bloqueio.
O presidente americano disse que a decisão se deve ao "progresso considerável rumo a um acordo" com Teerã, embora não tenha fornecido mais detalhes a respeito.
md (EFE, ots)
China chama guerra de EUA e Israel contra o Irã de ilegítima
O chanceler chinês, Wang Yi, afirmou nesta quarta-feira (06/05), em Pequim, ao ministro do Exterior iraniano, Abbas Araqchi, que a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã é ilegítima, durante a primeira visita do ministro persa à China desde o início do conflito, em fevereiro.
O diplomata chinês acrescentou que uma declaração de cessar-fogo é "necessária e inevitável", informou a agência de notícias iraniana Tasnim.
Pequim tem condenado repetidamente os ataques contra o Irã e pedido um cessar-fogo no Oriente Médio e a livre navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde transitam aproximadamente 45% de suas importações de petróleo e gás.
as (Efe)
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.