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"Não é bem-vindo": Prefeito francês veta show de Kanye West por apologia ao nazismo

Benoît Payan classifica o rapper como "promotor do ódio" e tenta impedir única apresentação do artista na França marcada para junho de 2026

4 mar 2026 - 12h21
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A prefeitura de Marselha declarou oposição formal, nesta quarta-feira (4), à realização do show de Kanye West no estádio Orange Vélodrome, agendado para o dia 11 de junho. A apresentação marca o aguardado retorno do rapper à Europa após 12 anos e é a única data confirmada na França em sua nova turnê. No entanto, a presença do artista na cidade tornou-se o centro de uma intensa polêmica política às vésperas das eleições municipais.

Kanye West
Kanye West
Foto: Getty Images / Perfil Brasil

O prefeito Benoît Payan utilizou suas redes sociais para criticar duramente a vinda do cantor, vinculando-o a discursos extremistas. "Recuso que Marselha seja uma vitrine para aqueles que promovem o ódio e o nazismo desinibido. Kanye West não é bem-vindo ao Vélodrome, nosso templo da convivência e de todos os marselheses", disparou o governante. A fala ocorre em um momento sensível, já que Payan concorre à reeleição nos pleitos marcados para o final de março.

Kanye West barrado

Apesar da resistência política, a proibição efetiva do show enfrenta barreiras legais na França. Embora o estádio pertença ao município, ele é gerido por uma agência privada, e o Conselho de Estado francês impõe regras rígidas para o cancelamento de eventos culturais. Juridicamente, uma interdição só é sustentada caso haja risco iminente de infrações penais ou distúrbios graves à ordem pública durante o espetáculo.

A rejeição a Kanye West — que agora utiliza o nome Ye — é alimentada por seu histórico recente de declarações antissemitas e racistas, que resultaram na perda de contratos bilionários. Em maio de 2025, o rapper gerou revolta global ao lançar a música "Heil Hitler" justamente no aniversário da derrota da Alemanha nazista. Embora tenha pedido desculpas à comunidade judaica em ocasiões anteriores, o clima em Marselha indica que sua presença no "templo" do futebol local será tudo, menos pacífica.

Além disso, em 2022, o rapper - que é negro - também gerou repúdio ao surgir com o slogan "White Lives Matter" ("A vida dos brancos importa", fazendo contraponto ao movimento Black Lives Matter).

Perfil Brasil
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