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Zelensky cancela conversa com Senado americano

Líder ucraniano teria tido 'imprevisto no último momento'

5 dez 2023 - 18h25
(atualizado às 18h52)
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Por Benedetta Guerrera - Volodymr Zelensky cancelou surpreendentemente sua participação em uma reunião virtual com senadores americanos para advogar pela causa da ajuda à Ucrânia.

"Algo aconteceu no último minuto", foram as palavras enigmáticas do líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, o mesmo que anunciou o retorno a Washington, mesmo que através de uma tela, do líder de Kiev.

Os motivos pelos quais Zelensky foi forçado a cancelar a reunião podem ser diversos. Desde uma emergência no campo, afinal, ele é o presidente de um país em guerra, até a reflexão de que, com o impasse nas negociações no Capitólio sobre o novo pacote de 108 bilhões solicitado por Joe Biden, não era o momento certo para se expor na linha de frente com um novo apelo.

Apenas um ano atrás, o presidente ucraniano veio pessoalmente a Washington, sendo recebido com todas as honras na Casa Branca e no Congresso. Mas nesses doze meses, o cenário mudou: a guerra em Gaza ofuscou a da Ucrânia, a Câmara dos EUA está nas mãos dos republicanos hostis aos "cheques em branco" para Kiev e, com as eleições presidenciais se aproximando, Biden tem menos margem de manobra do que no ano passado.

De acordo com o jornal Politico, nos últimos dias, Zelensky teria enviado seu chefe de gabinete, Andriy Yermak, o ministro da Defesa ucraniano e o presidente do parlamento ao Capitólio para se encontrar com deputados e senadores.

É possível que os resultados dessas conversas tenham dissuadido o presidente ucraniano e o tenham levado a mudar de plano. Além disso, o momento não poderia ser mais delicado, com o Congresso dividido sobre a ajuda a Kiev e o alerta da Casa Branca sobre o risco de a Rússia de Vladimir Putin prevalecer e levar suas ambições expansionistas para o resto da Europa.

Por um lado, os republicanos da Câmara querem usar a ajuda à Ucrânia como moeda de troca para introduzir medidas anti-imigrantes cada vez mais duras.caz.

Por um lado, os republicanos da Câmara querem usar a ajuda à Ucrânia como moeda de troca para introduzir medidas anti-imigrantes cada vez mais duras.

Por outro lado, os democratas nunca aceitarão votar em uma lei que preveja um fechamento quase total das fronteiras do sul.

Além disso, há divisões dentro do Grand Old Party entre aqueles que, como o líder da minoria no Senado Mitch McConnell, querem continuar a apoiar Zelensky, e aqueles que, como o trumpista Matt Gaetz, acreditam que, em nome do princípio da "América Primeiro", o dinheiro destinado a Kiev deve ser redirecionado para emergências internas e acusam a Europa de ter se acomodado nos louros americanos. .

Ansa - Brasil   
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