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Zelenskiy faz indicação para cargo de segurança nacional no segundo dia de protestos na Ucrânia

17 jul 2026 - 11h21
(atualizado às 11h54)
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O presidente ‌da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, indicou nesta sexta-feira o ex-ministro do Interior, Ihor Klymenko, para liderar o Conselho de Segurança e Defesa Nacional, depois que a demissão de um jovem e popular ministro da Defesa provocou protestos pelo segundo dia consecutivo.

Zelenskiy afirmou que Klymenko, um ex-chefe da polícia do ⁠país, ficaria encarregado de coordenar "todos os componentes do setor de segurança e defesa", ‌incluindo a produção de material de defesa.

Klymenko estava entre os nomes cotados como provável substituto do ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, um gênio ‌da tecnologia de 35 anos a quem ‌se atribui, em parte, os recentes sucessos militares da Ucrânia na ⁠guerra contra a Rússia, que já está em seu quinto ano.

A destituição de Fedorov, que desencadeou raros protestos em tempo de guerra em Kiev e em outras cidades ucranianas, ocorreu em meio a um desentendimento com o chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi.

A disputa veio à tona ‌na quinta-feira, depois que o ex-ministro da Defesa acusou o general de 60 ‌anos de sabotar seu ⁠trabalho.

Mais tarde na ⁠quinta-feira, Zelenskiy propôs que Yevhenii Khmara, um importante agente de segurança responsável pela supervisão ⁠dos ataques de longo alcance da ‌Ucrânia contra a Rússia, sucedesse ‌Fedorov como ministro da Defesa.

SEGUNDO DIA DE PROTESTOS

Enquanto isso, manifestantes se reuniram nesta sexta-feira pelo segundo dia consecutivo em frente ao gabinete de Zelenskiy, no centro de Kiev, exigindo que ele renomeasse Fedorov, que ⁠tinha como objetivo modernizar o Ministério da Defesa.

Os protestos se assemelhavam aos comícios populares do ano passado no mesmo local, em resposta às tentativas de Zelenskiy de reduzir os poderes das agências anticorrupção da Ucrânia. Ele acabou recuando nessas medidas.

"Acredito sinceramente ‌e espero que as autoridades, afinal, ouçam o povo -- que atendam às demandas da população", disse Valeriia Balenko, de 29 anos, que protestava perto ⁠do gabinete de Zelenskiy.

"Porque é isso que o povo quer, pelo bem da vida dos nossos soldados e pelo bem dos civis que vivem sob ataques aéreos todos os dias."

A mais recente crise política em Kiev eclodiu no momento em que as forças ucranianas começaram a recuperar a iniciativa diante da Rússia no campo de batalha, por meio de ataques de longo alcance contra a indústria e a logística.

Mas a Ucrânia ainda enfrenta sérios problemas no recrutamento de tropas, à medida que as forças russas avançam lentamente, bem como na garantia de defesas aéreas suficientes para repelir ataques mortais com mísseis contra suas cidades.

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