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Xi defende papel do Brics em guerra no Oriente Médio, busca aproximação com Índia

12 set 2026 - 13h10
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Resumo
Na cúpula do Brics em Nova Délhi, o presidente chinês Xi Jinping defendeu a atuação do bloco como pacificador no Oriente Médio e anunciou que a China sediará a próxima reunião do grupo. O líder chinês também se encontrou com o premiê indiano Narendra Modi para reforçar uma reaproximação estratégica e de longo prazo entre as duas potências, buscando mitigar tensões históricas na fronteira e aprofundar o diálogo diplomático mútuo diante de relações instáveis com os Estados Unidos.

O presidente da China, Xi ‌Jinping, defendeu que o Brics atue como pacificador no conflito do Oriente Médio, em um discurso proferido durante uma cúpula dos países membros do bloco em Nova Délhi, neste sábado.

Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, cumprimenta o presidente da China, Xi Jinping, à margem da Cúpula do Brics em Nova Délhi
12 de setembro de 2026 Departamento de Informação à Imprensa da Índia/Divulgação via REUTERS
Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, cumprimenta o presidente da China, Xi Jinping, à margem da Cúpula do Brics em Nova Délhi 12 de setembro de 2026 Departamento de Informação à Imprensa da Índia/Divulgação via REUTERS
Foto: Reuters

A China trabalhará com outros membros do Brics nesse papel, já que a ⁠guerra "não atende aos interesses comuns da comunidade internacional", segundo declarações ‌de Xi citadas pela emissora estatal chinesa CCTV.

O Brics, originalmente composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul ‌e ampliado para incluir Egito, Etiópia, ‌Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos, foi criado em ⁠2009 para desafiar uma ordem mundial dominada pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais.

Seus membros representam mais de 40% da população mundial e quase um quarto da economia global.

O líder chinês chamou o bloco de "grupo líder" no Sul Global e de ‌modelo de autossuficiência entre os países emergentes e em desenvolvimento, ‌que deve promover o ⁠desenvolvimento impulsionado ⁠pela inovação.

Ele afirmou que a China assumirá a presidência do Brics no próximo ⁠ano e sediará a ‌19ª Cúpula do bloco, ‌segundo a CCTV.

Em uma reunião com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, à margem da cúpula, Xi disse que a China encara as relações com a Índia a partir ⁠de uma "perspectiva estratégica e de longo prazo", informou a agência de notícias estatal Xinhua.

A China e a Índia podem aprender com os pontos fortes uma da outra e alcançar um desenvolvimento compartilhado, segundo Xi, ‌citado pela Xinhua.

A visita de Xi a Nova Délhi, sua primeira à Índia em sete anos, deve aprofundar o descongelamento ⁠diplomático entre os gigantes vizinhos, mas ainda há poucos sinais de que suas relações comerciais irão melhorar, afirmaram analistas.

A China e a Índia travaram uma breve guerra em 1962, o que serviu de pano de fundo para uma relação cautelosa desde então, que se deteriorou após um confronto na fronteira em 2020 que matou 20 soldados indianos e quatro chineses.

Ainda assim, as relações melhoraram nos últimos anos, especialmente desde que Modi visitou a China no ano passado e à medida que ambas as nações lidam com relações instáveis com os EUA.

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