Von der Leyen diz que UE desenvolverá novo escudo comercial
Ferramenta será arquitetada em meio a preocupações com China
A União Europeia criará um novo escudo comercial para limitar o acesso ao seu mercado único e conter desequilíbrios estruturais, visando principalmente a China. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, definiu a estratégia em três pilares: diálogo, uso dos instrumentos de defesa atuais e novas ferramentas, como a iniciativa Diversify EU para reduzir a dependência de fornecedores externos. Em resposta, Pequim declarou estar aberta a dialogar sobre governança econômica.
Após receber cartas do presidente da França, Emmanuel Macron, e do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que desenvolverá um instrumento para limitar o acesso ao mercado único da União Europeia quando isso for do interesse do bloco.
O documento que apresenta a medida não cita explicitamente nenhum país, mas a China é o principal alvo da iniciativa. Há tempos, a nação é motivo de preocupação para Bruxelas devido aos desequilíbrios comerciais.
Von der Leyen delineou três pilares para enfrentar esses desequilíbrios estruturais. O primeiro é o diálogo, que, segundo a presidente da Comissão Europeia, "precisa levar a resultados concretos". Embora tenha afirmado que o método "já começou a dar frutos", ela alertou que "o progresso alcançado em um único setor, como o de veículos elétricos e híbridos, não é suficiente para resolver um desequilíbrio estrutural".
Em seguida, Von der Leyen abordou o segundo pilar: a utilização dos instrumentos de defesa comercial já disponíveis para a UE. De acordo com a belga, essa medida "recebeu apoio claro dos líderes".
"O terceiro pilar envolve o desenvolvimento de novas ferramentas para lidar com desequilíbrios estruturais, pondo fim à dependência de um único fornecedor. Apresentaremos, em dezembro, a iniciativa 'Diversify EU', um mecanismo não vinculado a países específicos que permitirá às empresas acelerar o processo de redução de riscos. Também proporemos um mecanismo de solidariedade, definindo as ações a serem tomadas caso algum Estado-membro enfrente coerção ou retaliação", declarou.
Em uma reunião com Valdis Dombrovskis, comissário de Economia da UE, e Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), o ministro das Finanças da China, Lan Foan, garantiu que o gigante asiático está pronto de abrir conversas para melhorar a comunicação sobre temas da governanças econômica global e da coordenação de políticas macroeconômicas.
"Todas as partes devem analisar os desequilíbrios de forma abrangente e objetiva", declarou. .
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