Jornalista americana tem costela quebrada após ataque de colonos israelenses a oliveiras na Cisjordânia
Heidi Levine, do Washington Post, foi agredida enquanto cobria a colheita de azeitonas em comunidade palestina; equipamentos foram levados
A fotojornalista americana Heidi Levine, que trabalha para o jornal The Washington Post, teve uma costela quebrada e sofreu ferimentos na mão após ser agredida por colonos israelenses nesta sexta-feira, 16, na Cisjordânia ocupada. Ela acompanhava a colheita de azeitonas de agricultores palestinos quando ocorreu o ataque, registrado em vídeo.
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Segundo a agência Reuters, cerca de 80 colonos, alguns deles mascarados e vestidos de preto, desceram de uma colina em direção a plantações de oliveiras na comunidade de Abu Falah, perto de Ramallah. O grupo lançou pedras contra os moradores e incendiou árvores. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas no local.
“Let me die,” American photojournalist Heidi Levine repeats to journalists Jasper Nathaniel as they try to outrun masked Israeli settlers who attacked her on Friday while she covered the olive harvest in the West Bank village of Abu Falah, near Ramallah. Around 80 settlers attacked Palestinian olive harvesters in the village, AP reported. The Palestinian Red Crescent said it treated six people injured in two attacks in Abu Falah. Levine, a freelancer for the Washington Post, told the Committee to Protect Journalists that the settlers knocked her down and kicked her for at least 10 minutes, even after she identified herself as an American journalist. They stole her camera, phone and bag. She was eventually taken to a hospital in Ramallah. "The IDF provided cover, with tear gas and machine guns, while the settlers beat" Levine "nearly to death," Nathaniel wrote, adding that soldiers then shot a Palestinian bystander and aimed their guns at and shoved paramedics trying to treat him. AP photos and circulating videos show Israeli soldiers standing over a wounded Palestinian man after they shot him. Andrey X, an activist also at the scene, said a Palestinian man "saved our lives from the settler-terrorists who attacked the olive harvesters and journalists” armed only with a slingshot. https://t.co/dDjKiUMCjV
— Drop Site (@DropSiteNews) October 16, 2026
Levine usava colete e capacete com identificação de imprensa quando foi derrubada e agredida. Imagens mostram homens mascarados ao redor da jornalista, que tentava se proteger enquanto estava no chão. Câmeras e um telefone celular foram levados durante a agressão.
"Eles continuaram me chutando, provavelmente umas 50 vezes", afirmou a fotojornalista, segundo o Washington Post.
A jornalista recebeu atendimento médico em Ramallah e em Israel. Segundo o jornal americano, ela sofreu cortes pelo corpo, teve uma costela quebrada e precisará passar por cirurgia em uma das mãos. O estado de saúde é estável.
O Exército israelense informou que investiga o episódio e classificou a violência contra civis inocentes como inaceitável. Testemunhas afirmaram que militares presentes na região não impediram as agressões. As forças israelenses disseram que os soldados tentavam dispersar um grupo e não presenciaram o ataque à jornalista.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as circunstâncias do episódio ainda não estão esclarecidas e são investigadas. Ele mencionou relatos conflitantes sobre o início do confronto.
A violência de colonos israelenses contra palestinos tem registrado episódios na Cisjordânia. Segundo a organização israelense de direitos humanos Yesh Din, pelo menos 170 ataques foram registrados desde 27 de setembro, período que coincide com o início da colheita anual de azeitonas.
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