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Visando Putin, EUA impõem sanções a empresários próximos do Kremlin

6 abr 2018
15h06
atualizado às 15h33
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Os Estados Unidos impuseram sanções rígidas a 24 russos sexta-feira, mirando aliados do presidente russo, Vladimir Putin, com uma de suas medidas mais agressivas para punir a Rússia pelo que Washington chamou de uma série de "atividades mal-intencionadas", incluindo suposta intromissão na eleição norte-americana de 2016.

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião em Moscou 05/04/2018 Alexander Zemlianichenko/Pool via REUTERS
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião em Moscou 05/04/2018 Alexander Zemlianichenko/Pool via REUTERS
Foto: Reuters

A ação, tomada por pressão do Congresso, congela ativos de oligarcas, como o magnata do alumínio Oleg Deripaska, íntimo de Putin, e o parlamentar Suleiman Kerimov, cuja família controla a Polyus, maior produtora de ouro do país.

São ao todo sete oligarcas russos e 12 empresas que estes possuem ou controlam, além de 17 autoridades de alto escalão do governo. As punições congelam os bens destas pessoas e companhias nos EUA e proíbem norte-americanos em geral de fazer negócios.

As sanções são em grande parte uma reação ao que agências de inteligência dos EUA disseram ter sido uma interferência russa na eleição presidencial, mas o Departamento do Tesouro as pintou como resposta a uma variedade de ações beligerantes de Moscou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem sido criticado por não adotar ações firmes contra a Rússia depois da sequência de disputas diplomáticas reminiscentes da Guerra Fria, e as sanções podem complicar suas esperanças de desenvolver boa relação com Putin.

O relacionamento já piorou nos últimos meses porque os EUA expulsaram diplomatas russos em reação a um caso de envenenamento no Reino Unido e adotaram sanções contra russos devido a supostas ligações com ataques cibernéticos.

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