UE amplia sanções contra apoiadores da guerra da Rússia contra a Ucrânia
A União Europeia prorrogou por seis meses sanções contra pessoas e entidades consideradas apoiadoras da guerra da Rússia contra a Ucrânia, após um impasse devido à manutenção dos vetos da Hungria e da Eslováquia.
O Conselho, órgão da UE que representa os 27 membros da UE, disse que as medidas restritivas que visam os responsáveis por minar ou ameaçar a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia foram prorrogadas até 15 de setembro.
O bloco de 27 nações levantou as sanções contra dois indivíduos e removeu cinco pessoas falecidas da lista. Um dos dois indivíduos vivos removidos foi Niels Troost, um holandês colocado na lista de sanções por comercializar petróleo russo, de acordo com um diplomata da UE.
Cerca de 2.600 indivíduos e entidades estão sujeitos a medidas, incluindo restrições de viagem, congelamento de bens e proibição de disponibilizar fundos ou outros recursos econômicos a indivíduos ou entidades listados. As sanções da UE têm se expandido constantemente desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
A Hungria e a Eslováquia já haviam tentado remover vários oligarcas russos da lista de sanções, disseram diplomatas da UE.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, pediu à União Europeia na segunda-feira que suspenda as sanções à energia russa devido à alta dos preços, alimentada pela guerra no Irã. A Hungria e a Eslováquia também têm tido embates com a Ucrânia em relação ao fluxo de petróleo russo através do oleoduto Druzhba.