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Ucrânia e aliados lançam coalizão para proteger Europa de mísseis balísticos

Acordo foi fechado durante reunião organizada em Paris, na França

13 jul 2026 - 13h18
(atualizado às 13h25)
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Durante uma cúpula da chamada "Coalizão dos Dispostos", realizada em Paris, na França, nove países europeus e a Ucrânia formaram uma aliança para desenvolver capacidades de defesa contra mísseis balísticos no continente.

Acordo foi fechado durante reunião organizada em Paris, na França
Acordo foi fechado durante reunião organizada em Paris, na França
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, que também participou da reunião na capital francesa, afirmou, em uma publicação nas redes sociais, que os mísseis balísticos representam uma ameaça crescente à segurança de Kiev e de seus aliados.

"A Europa deve fortalecer suas capacidades de defesa nesta área, aproveitando também a experiência da Ucrânia. Hoje, em Paris, saudei o lançamento da coalizão contra mísseis balísticos e seu projeto emblemático voltado para o desenvolvimento de uma capacidade europeia de defesa contra mísseis balísticos", escreveu.

Anfitrião da cúpula, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a coalizão fez uma "escolha clara", que é "proteger a Ucrânia, fortalecer a segurança coletiva e construir uma Europa mais preparada para a defesa".

"Com o lançamento da coalizão antibalística, estamos reforçando as capacidades de que a Europa necessita", acrescentou.

Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, avaliou que "capacidades antibalísticas eficazes são fundamentais para encerrar o conflito" no leste europeu. No entanto, ressaltou que elas são tão importantes quanto os ataques direcionados à economia de guerra russa e as operações militares no front.

"Quanto mais sistemas a Ucrânia tiver para interceptar mísseis balísticos russos, maior será a probabilidade de Putin vir à mesa de negociações, pois seu último argumento restante nesta guerra deixará de funcionar. Nosso trabalho no sistema conjunto Freyja não visa substituir os sistemas existentes; trata-se, na verdade, de uma forma de fortalecer nossa defesa, criar um escudo confiável sobre toda a Europa e alcançar esse objetivo de maneira mais rápida e econômica", afirmou.

Paralelamente, a União Europeia e o Reino Unido fecharam um acordo para que Londres participe do empréstimo de 90 bilhões de euros destinado a apoiar a Ucrânia. A informação foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que destacou que o pacto permitirá a Kiev "recorrer a uma gama mais ampla de fornecedores do setor de defesa".

Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou a "Coalizão dos Dispostos" como uma "coalizão de belicistas" e afirmou que a Rússia acompanhará "muito de perto" os desdobramentos da cúpula realizada em Paris.

"É um grupo de países que não quer a paz, que deseja a continuidade da guerra e que nutre a ilusão de poder infligir uma derrota estratégica ao nosso país. É uma coalizão de pessoas que vivem em uma ilusão e uma coalizão que incita a guerra", declarou. .

Ansa - Brasil
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