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Trump volta a usar o antigo Air Force One e deixa avião do Catar de lado

8 jul 2026 - 17h11
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O presidente dos Estados Unidos, Donald ‌Trump, afirmou nesta quarta-feira que voará da Turquia para o Reino Unido em uma versão mais antiga do Air Force One, em uma mudança inesperada que levantou dúvidas sobre um Boeing 747 reformado, doado pelo Catar, que ele havia apresentado há apenas algumas semanas como seu novo avião presidencial.

A ida à Turquia foi a primeira ⁠viagem internacional de Trump no novo avião.

A mudança ocorre após meses de escrutínio sobre ‌o presente de luxo, destinado a servir como substituto temporário enquanto a Boeing enfrenta dificuldades para entregar os aviões Air Force One de última geração, cuja ‌entrega está há muito atrasada.

Críticos questionaram o custo, a ‌segurança e o ritmo da modernização.

Trump disse na rede Truth Social que ⁠usaria um modelo mais antigo do Air Force One "pela nostalgia" para voar até a RAF Mildenhall, no Reino Unido, enquanto a nova aeronave visita a mesma base para que os militares norte-americanos estacionados lá possam visitar a aeronave.

A nova aeronave é um Boeing 747 doado aos Estados Unidos pelo Catar no ano passado e reformado ‌pela empresa de defesa L3Harris Technologies.

A aeronave jumbo foi pintada nas cores vermelho, branco, azul ‌escuro e dourado, escolhidas ⁠por Trump, marcando uma ⁠mudança em relação ao design tradicional usado no Air Force One há décadas.

A aceitação do jato ⁠do Catar gerou questionamentos. A adaptação do ‌avião de luxo exigiu atualizações ‌de segurança, melhorias nas comunicações para impedir escutas clandestinas e recursos de defesa antimísseis, segundo especialistas.

Parlamentares democratas estimaram que a conversão custou mais de US$1 bilhão e aumentou os riscos de segurança. As atualizações foram concluídas tão rapidamente ⁠que alguns especialistas expressaram preocupação de que a aeronave possa não ser tão segura quanto a atual aeronave do Air Force One.

Uma segunda aeronave capaz de operar como Air Force One fica sempre de prontidão durante as viagens presidenciais.

O esforço acelerado da Força Aérea dos EUA para preparar ‌o jato pulou algumas modificações planejadas originalmente para a aeronave presidencial de próxima geração, a fim de entregar uma versão provisória mais cedo.

Autoridades afirmaram que a aeronave ⁠ainda atende aos padrões presidenciais, com o secretário da Força Aérea, Troy Meink, declarando que a instituição "avaliou meticulosamente todos os requisitos" enquanto trabalhava para acelerar a entrega.

O jato do Catar está servindo como aeronave de transição enquanto a Boeing trabalha para entregar dois 747-8 construídos especificamente para esse fim, sob um contrato de preço fixo de US$3,9 bilhões assinado em 2018.

Esse programa está agora com quatro anos de atraso, e a entrega não é esperada antes de meados de 2028 -- um atraso que poderia deixar Trump sem uma nova aeronave fabricada nos EUA antes do fim de seu mandato, em janeiro de 2029.

Os custos do programa da Boeing cresceram para mais de US$5 bilhões, com a empresa registrando bilhões de dólares em despesas relacionadas ao projeto.

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