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Trump pode ser investigado por fraude fiscal, diz procurador

Presidente dos Estados Unidos deve ser alvo de inquérito

21 set 2020
21h17
atualizado às 21h21
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O procurador distrital de Manhattan disse nesta segunda-feira que pode ter motivos para investigar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e suas empresas por fraude fiscal, enquanto busca convencer um tribunal federal de apelação a conceder o acesso às declarações de impostos de Trump.

19/09/2020
REUTERS/Yuri Gripas
19/09/2020 REUTERS/Yuri Gripas
Foto: Reuters

A equipe do procurador distrital Cyrus Vance fez o argumento em uma petição à 2ª Corte de Apelação em Manhattan, quatro dias antes do tribunal avaliar o pedido de Trump para bloquear a intimação feita por Vance em 2019 para obter as declarações do presidente. 

Os procuradores dizem que a "montanha" de acusações públicas de má-conduta, incluindo declarações errôneas de propriedades empresariais, poderiam justificar um inquérito por um Grande Júri sobre possível fraude fiscal, fraude securitária e falsificação de registros empresariais. 

"Mesmo se o Grande Júri estiver testando a veracidade das acusações públicas somente, tais informações, em conjunto, justificam completamente o escopo da intimação", escreveu a equipe de Vance, sem acusar Trump ou suas empresas de irregularidades. 

Jay Sekulow, um advogado de Trump, se recusou a comentar a petição.

Entre as informações citadas pelo gabinete de Vance estão alegações de que Trump, de maneira rotineira, enviava declarações financeiras a credores que inflavam seus ativos e omitia dívidas atreladas a propriedades, e que entre 2004 e 2014 o presidente pagou 400 milhões de dólares em dinheiro vivo por "cinco casas, oito campos de golfe e uma vinícola", apesar de possuir bilhões de dólares em dívidas. 

Há também o caso do ex-advogado pessoal de Trump Michael Coen, que se declarou culpado em acusações de financiamento de campanha, entre outras acusações, e depôs ao Congresso dizendo que era comum nas Organizações Trump a falsificação de declarações ao buscar empréstimos.

Vance havia dito anteriormente que sua investigação também se relacionava a casos de "possível conduta criminal extensa e prolongada" nas Organizações Trump, incluindo possíveis fraudes securitárias e bancárias perpetradas pela empresa e por seus funcionários.

Trump, que é republicano, disse que a intimação de Vance, um democrata, à empresa responsável por sua contabilidade pessoal e empresarial nos últimos oito anos, a Mazars USA, por suas declarações de impostos era "altamente vaga" e feita de má fé, para assediá-lo. 

O presidente apresentou o argumento após a Suprema Corte dos EUA rejeitar em julho um pedido anterior por imunidade contra investigações criminais enquanto estivesse na Casa Branca. 

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