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Trump instala estátua de Cristóvão Colombo na Casa Branca

Obra é réplica de monumento derrubado em protesto por morte de George Floyd

23 mar 2026 - 09h35
(atualizado às 10h19)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou instalar uma estátua de Cristóvão Colombo nos jardins da Casa Branca, como parte de seus esforços para reforçar a imagem do explorador italiano como um herói nacional.

Expedições de navegador genovês abriram caminho para colonização das Américas
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Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A medida foi tomada após a retirada de monumentos dedicados ao navegador genovês em diversas regiões do país, no contexto de um debate sobre o legado controverso dessa figura histórica.

Segundo a imprensa local, a obra é uma réplica da estátua derrubada por manifestantes em Baltimore durante os protestos de 2020, desencadeados após a morte de George Floyd. Na ocasião, o monumento original foi lançado no porto da cidade.

Entretanto, fragmentos da peça foram posteriormente recuperados e serviram de base para a criação da nova escultura por um artista de Maryland.

A nova estátua foi instalada na noite de domingo (22), em uma área próxima ao Edifício Executivo Eisenhower, adjacente à Ala Oeste da Casa Branca, e agora está protegida por uma cerca.

Em comunicado oficial, o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, afirmou: "Nesta Casa Branca, Cristóvão Colombo é um herói, e o presidente Trump garantirá que ele seja homenageado como tal por gerações futuras".

A remoção de monumentos ligados a Colombo e a outras figuras históricas ocorreu em larga escala após os protestos por justiça racial de 2020. Em cerca de quatro meses, mais de 30 estátuas foram retiradas, seja por ação direta de manifestantes ou por decisão de autoridades locais.

Por outro lado, a retirada desses monumentos foi fortemente criticada por grupos ítalo-americanos, que consideram Colombo um símbolo de orgulho étnico e celebram uma época em que seus ancestrais imigrantes enfrentaram discriminação e perseguição.

As expedições financiadas pela Espanha de Colombo, a partir da década de 1490, abriram caminho para a colonização das Américas pela Europa. No entanto, manifestantes criticam as estátuas do italiano por seu papel no genocídio e na exploração do povo taino no Caribe, um padrão que se repetiu com outros povos indígenas.

Nos últimos anos, várias instituições e organizações nos Estados Unidos têm escolhido substituir o "Dia de Cristóvão Colombo", comemorado em 12 de outubro, pelo "Dia dos Povos Indígenas". Em 2021, o ex-presidente Joe Biden reconheceu oficialmente a data por meio de uma proclamação.

Em contrapartida, Trump criticou essa mudança, chamando-a de ideologia "antiamericana", e no ano passado assinou uma proclamação que restabelecia o "Dia de Colombo", ressaltando o apreço dos americanos pelos italianos. 

Ansa - Brasil
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