Trump diz que é 'possível' chegar a acordo com Irã até o final de abril
Segundo ele, guerra poderia acabar antes de receber casal real britânico nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na noite da última terça-feira (14) que um acordo para encerrar a guerra no Irã até o final de abril "é mais do que possível".
A declaração foi dada em entrevista por telefone ao correspondente em Washington da Sky News, Mark Stone.
Questionado sobre a possibilidade de encerrar o conflito no Oriente Médio antes da visita oficial do rei Charles III e da rainha Camilla aos Estados Unidos - prevista para ocorrer entre 27 e 30 de abril -, Trump disse acreditar que um avanço diplomático é viável.
"Nós os derrotamos feio, é muito possível", declarou, em referência aos recentes ataques contra o Irã.
Em outra entrevista à Fox News, o republicano também afirmou que a guerra contra o território iraniano está "muito perto do fim" e pediu ao presidente da China, Xi Jinping, para não fornecer armas a Teerã em meio ao conflito na região.
"Acho que a guerra no Irã acabará muito em breve. Vamos ver o que acontece, acho que eles querem chegar a um acordo a todo custo", afirmou Trump à emissora norte-americana.
Na entrevista, o presidente dos EUA disse também que não está pensando em estender o cessar-fogo e explicou que a guerra era necessária para "desarmar o Irã de suas capacidades nucleares".
"Se eu não tivesse feito isso, Teerã teria uma arma nuclear", enfatizou Trump, ressaltando que se deixar o conflito agora, o Irã "precisaria de 20 anos para reconstruir o país": "E ainda não terminamos".
No entanto, mediadores teriam dado um passo importante para estender a trégua e retomar as negociações, numa tentativa de preservar o frágil acordo antes que ele expire na próxima semana, de acordo com a Associated Press.
A publicação destaca que autoridades regionais afirmaram que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um "acordo de princípio" para prolongar o cessar-fogo e retomar as conversas diplomáticas.
Do lado iraniano, por sua vez, o presidente Masoud Pezeshkian reiterou que o país está aberto ao diálogo, mas rejeita qualquer imposição externa.
"O Irã não busca guerra ou instabilidade e sempre priorizou o diálogo e o engajamento construtivo com outros países", afirmou ele durante visita a um centro de serviços de emergência em Teerã.
Pezeshkian, no entanto, fez ressalvas claras: "Qualquer tentativa de impor sua vontade ou forçar o país à submissão está fadada ao fracasso".
Em declarações posteriores divulgadas pela agência IRNA, o presidente iraniano reforçou que Teerã "jamais aceitará tal abordagem" e enfatizou que os ataques contra países ao redor do mundo são contrários aos princípios internacionais reconhecidos.
"Por qual crime e com qual autorização foram perpetrados os ataques contra o nosso país? Que justificativa existe, sob o direito internacional e os princípios humanitários, para atacar civis e centros vitais?", questionou. .
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