Trump diz acompanhar eleição no Brasil 'muito de perto'
Presidente americano também afirmou que pleito será 'importante'
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou acompanhar "muito de perto" as eleições presidenciais no Brasil, classificando o pleito como "muito importante", mas sem manifestar apoio a nenhum candidato. A declaração ocorre às vésperas do primeiro turno de 4 de outubro, disputado principalmente entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, e em meio a tensões diplomáticas sobre ingerência externa, com a possibilidade de segundo turno marcada para 25 de outubro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (1º) que está acompanhando "muito de perto" as eleições no Brasil e afirmou considerar o pleito "muito importante", sem citar apoio a nenhum candidato em particular.
O republicano deu as declarações a jornalistas antes de embarcar para os estados do Texas e de Oklahoma, às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, marcado para 4 de outubro.
"O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. O povo do Brasil é fantástico. Trata-se de uma eleição muito importante", declarou o mandatário a repórteres na Casa Branca.
Ao contrário de manifestações recentes sobre disputas eleitorais em outros países da América Latina, Trump não declarou apoio a ninguém no cenário brasileiro. No caso do pleito colombiano, por exemplo, o americano manifestou publicamente apoio ao atual presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella.
As declarações de Trump ocorrem em meio à crescente atenção de Washington sobre o processo eleitoral no Brasil. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou reiteradas vezes contra qualquer tipo de ingerência estrangeira, enquanto o Departamento de Estado americano rejeitou acusações de interferência.
A disputa presidencial brasileira tem entre os principais concorrentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca um quarto mandato não consecutivo, e Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime domiciliar por participação em tentativa de golpe de Estado.
Caso nenhum dos postulantes à Presidência da República obtenha mais da metade dos votos válidos no próximo domingo (4), o segundo turno será realizado em 25 de outubro. .
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