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Trump compara Pearl Harbor a ataques ao Irã em reunião com premiê do Japão

20 mar 2026 - 09h11
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O presidente norte-americano, Donald Trump, traçou um paralelo na quinta-feira entre os ataques dos EUA ao Irã e o ataque do Japão a Pearl Harbor em 1941, enquanto defendia a guerra que lançou contra Teerã ao se reunir ⁠com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, em Washington.

"Queríamos uma ‌surpresa. Quem sabe mais sobre surpresa do que o Japão? Por que você não me contou sobre ‌Pearl Harbor?", Trump respondeu quando um jornalista ‌perguntou por que ele não havia contado aos ⁠aliados sobre seus planos de guerra.

"Vocês acreditam em surpresa, acho que muito mais do que nós."

Os olhos de Takaichi se arregalaram e ela se remexeu na cadeira quando Trump, sentado ao seu lado no Salão Oval, evocou ‌o momento que levou os EUA à Segunda Guerra Mundial.

O ‌ataque japonês à ⁠base naval dos ⁠EUA em Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de ⁠1941, matou 2.390 norte-americanos. ‌Os EUA declararam guerra ‌ao Japão no dia seguinte, e o presidente Franklin D. Roosevelt chamou de "uma data que viverá na infâmia."

Os EUA derrotaram o Japão em agosto de 1945, ⁠dias depois que os ataques com bombas atômicas dos EUA em Hiroshima e Nagasaki mataram centenas de milhares de civis.

Os comentários de Trump receberam uma reação mista nas ruas de Tóquio ‌na sexta-feira.

Yuta Nakamura, engenheiro de 33 anos de uma empresa petroquímica, disse à Reuters que Takaichi foi colocada ⁠em "uma situação muito difícil", elogiando-a por ter se saído bem ao "evitar desagradar Trump".

"Pessoalmente, considerei o comentário do presidente Trump apenas uma piada. Mas, devido à sua posição, se ela risse demais, provavelmente sofreria críticas, então imagino que tenha sido muito difícil para ela reagir."

Tokio Washino, um aposentado, afirmou: "Dado o contexto histórico do Japão ter feito isso, e com Donald trazendo isso como exemplo, isso me faz sentir um pouco desconfortável como cidadão japonês."

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