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Trump cita progresso com Irã, EUA propõem plano para acabar com a guerra

24 mar 2026 - 20h17
(atualizado às 20h19)
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O presidente norte-americano, Donald Trump, disse ‌nesta terça-feira que os EUA estavam fazendo progressos em seus esforços para negociar o fim da guerra com o Irã, incluindo a conquista de uma importante concessão de Teerã, enquanto uma fonte confirmou que Washington havia enviado ao Irã uma proposta de acordo de 15 pontos.

Trump disse a repórteres na Casa Branca que os EUA estavam conversando com "as pessoas certas" no Irã a fim de chegar a um acordo para acabar com as hostilidades, acrescentando que os iranianos ⁠queriam muito chegar a um acordo.

"Estamos em negociações neste momento", disse ele.

Teerã negou que tenha havido conversações diretas. Na segunda-feira, ‌o poderoso presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, classificou tais relatos como "fake news".

O New York Times informou nesta terça-feira que Washington enviou ao Irã um plano de 15 pontos para acabar com a guerra no Oriente Médio. ‌O Canal 12 de Israel, citando três fontes, disse que os EUA ‌estavam buscando um cessar-fogo de um mês para discutir o plano de 15 pontos.

Uma fonte familiarizada com ⁠o assunto confirmou que os EUA haviam enviado um plano ao Irã, mas não forneceu mais detalhes.

O meio de comunicação israelense disse que o plano incluiria o desmantelamento do programa nuclear do Irã, a cessação do apoio a grupos aliados e a reabertura do Estreito de Ormuz.

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Trump disse aos repórteres na Casa Branca que o Irã havia feito uma concessão valiosa relacionada à energia não ‌nuclear e ao Estreito de Ormuz, embora não tenha entrado em detalhes.

O Irã disse ao Conselho de Segurança das Nações ‌Unidas e à Organização Marítima Internacional que "embarcações ⁠não hostis" podem transitar pelo ⁠Estreito de Ormuz se coordenarem com as autoridades iranianas, de acordo com uma nota vista pela Reuters nesta terça-feira.

O Irã fechou ⁠efetivamente a hidrovia, por onde 20% do petróleo do mundo normalmente transita, ‌desde que os EUA e Israel ‌lançaram ataques há quatro semanas, criando o pior choque de fornecimento de energia da história e fazendo com que os preços dos combustíveis disparassem.

"Foi um presente muito grande, no valor de uma enorme quantidade de dinheiro", disse Trump em seus comentários sobre o Irã, acrescentando: "Foi uma coisa muito boa que eles fizeram."

Mas os ataques ⁠dos EUA, de Israel e do Irã continuaram e fontes disseram que Washington estava se preparando para enviar mais tropas para a região.

Duas pessoas familiarizadas com o assunto disseram à Reuters nesta terça-feira que os EUA deveriam enviar milhares de soldados da 82ª Divisão Aerotransportada de elite do Exército para o Oriente Médio.

As forças se somarão aos 50.000 soldados norte-americanos que já estão na região e acelerarão o ‌maciço acúmulo militar de Washington no local, alimentando os temores de um conflito mais longo.

O primeiro-ministro do Paquistão disse nesta terça-feira que estava disposto a sediar conversas entre os EUA e o Irã sobre o fim da guerra, ⁠um dia depois que Trump adiou as ameaças de bombardear as usinas iranianas, dizendo que houve conversas "produtivas".

Em um post no X, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif disse que o Paquistão apoiava totalmente os esforços em andamento para buscar o diálogo e estava pronto para sediar "conversas significativas e conclusivas para um acordo abrangente".

Uma fonte do governo paquistanês disse que as discussões sobre uma reunião estavam em um estágio avançado e que, se ela acontecesse, "um grande 'se'", seria realizada em uma semana. O Paquistão tem laços de longa data com a República Islâmica do Irã, país vizinho, e vem construindo um relacionamento com Trump.

Os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, depois de dizerem que não conseguiram avançar o suficiente nas negociações para acabar com o programa nuclear iraniano, embora Omã, que mediava as conversações, tenha dito que tinha havido um progresso significativo.

(Reportagens de Phil Stewart, Idrees Ali, Gram Slattery e Humeyra Pamuk em Washington, Maayan Lubell em Jerusalém e Alexander Cornwell em Tel Aviv, Ariba Shahid em Islamabad, Saad Sayeed em Bangcoc, Ahmed Rasheed e Muayad Hameed em Bagdá; reportagens adicionais dos escritórios da Reuters)

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