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Trump buscará estabilidade com Xi, na reunião de maio na China, diz Greer

7 abr 2026 - 14h47
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O relacionamento econômico ‌e comercial dos EUA com a China é estável e o presidente Donald Trump tentará mantê-lo assim em uma reunião no próximo mês com o presidente chinês, Xi Jinping, disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, nesta terça-feira.

"O que não estamos buscando é um confronto maciço ou algo do gênero" com a China, disse Greer em um ⁠evento organizado pelo think tank Hudson Institute.

Greer disse que as duas maiores economias do mundo ‌chegaram a uma situação estável, na qual os Estados Unidos conseguem acessar as terras raras chinesas e mantêm tarifas substanciais sobre os produtos chineses.

"Quando pensamos no que esperar ‌da reunião do presidente... estamos procurando manter essa estabilidade. ‌Queremos garantir que possamos continuar a obter terras raras dos chineses."

Greer, o secretário ⁠do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, discutiram questões envolvendo terras raras em Paris, em março, incluindo minerais que passam por outros países antes de chegarem aos Estados Unidos.

Embora uma cúpula inicial entre Trump e Xi em Pequim tenha sido adiada devido à guerra do Irã, Greer disse que as consultas em nível ‌de ministros e funcionários sobre terras raras continuaram.

"Seria bom que isso não ocorresse na reunião ‌de líderes", disse Greer sobre ⁠a questão das ⁠terras raras. "Seria bom se pudéssemos resolvê-la no nível dos ministros e da equipe, e esperamos estar em ⁠posição de fazer isso. Mas, é claro, ‌o presidente, como fez no passado, ‌continuará defendendo o acesso dos EUA às terras raras."

Greer disse que os Estados Unidos estão trabalhando em acordos plurilaterais para aumentar os suprimentos alternativos de minerais essenciais, mas eles precisam de mecanismos de preços mínimos para proteger a produção de ⁠possíveis futuros cortes de preços predatórios por parte da China.

Os Estados Unidos e a China, disse Greer, estão trabalhando na formação de um mecanismo de Conselho de Comércio para Trump e Xi considerarem, que determinaria o que os dois países poderiam comercializar de forma sustentável entre si sem cruzar as ‌linhas vermelhas de segurança nacional.

Greer também disse que houve discussões sobre a formação de um possível Conselho de Investimentos entre os dois países, mas que ele discutiria questões ⁠pontuais relacionadas a investimentos, como bloqueios a investimentos específicos de empresas nos Estados Unidos ou na China, mas não políticas amplas.

Trump disse que estaria aberto à ideia de a BYD, fabricante chinesa de veículos elétricos, abrir uma fábrica nos Estados Unidos, mas os parlamentares dos EUA expressaram uma preocupação crescente de que permitir esses investimentos de montadoras chinesas apoiadas pelo Estado criaria uma ameaça existencial à economia orientada para o mercado da indústria automobilística norte-americana.

"Eu diria que sua natureza é diferente da do Conselho de Comércio, que será muito concreta em relação à troca de mercadorias", disse Greer sobre o mecanismo de investimento.

"Com relação ao investimento, não creio que estejamos em um ponto de nosso relacionamento com os chineses em que queiramos falar sobre os programas de investimento de qualquer maneira, certo? Precisamos realmente controlar o déficit comercial."

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