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Treze pessoas morrem afogadas na França enquanto população busca alívio para onda de calor na Europa

22 jun 2026 - 15h14
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Três idosos morreram devido às temperaturas extremas que atingiram ‌a França, e 13 banhistas morreram afogados ao tentarem escapar de uma onda de calor que se espalhou pela Europa, onde as autoridades emitiram alertas para os próximos dias.

Milhares de escolas na França fecharam ou alteraram seus horários nesta segunda-feira, e meteorologistas no Reino Unido previram que as temperaturas poderiam bater recordes para o mês de junho nesta semana.

"Estamos caminhando para, no mínimo, vários dias de tempo muito, muito quente. Não sabemos quando as temperaturas começarão a cair", disse a ministra da Saúde da França, ⁠Stephanie Rist, no canal de TV TF1.

"Nadem apenas em locais supervisionados", disse o porta-voz do Serviço de Segurança Civil da França, Jérôme ‌Boulanger, após relatar os afogamentos ocorridos entre domingo e esta segunda-feira. Mortes do tipo aumentaram 58% na França no ano passado, quando banhistas tentavam se refrescar.

Três idosos, com idades entre 80 e 95 anos, morreram no fim de semana na região de ‌Bordeaux em consequência de problemas de saúde causados pela atual onda de calor ‌na França, informou a autoridade local Sophie Brocas à France TV no final da noite de domingo.

A agência meteorológica Meteo ⁠France informou que 49 regiões administrativas estão sob alerta vermelho de onda de calor.

Um relatório de abril da Organização Meteorológica Mundial constatou que a Europa está se aquecendo a um ritmo mais do que o dobro da média global.

De acordo com o Reuters Climate Monitor, nesta segunda-feira a Europa era o continente mais distante de sua média histórica, com previsão de temperaturas atingindo uma média de 24 graus Celsius, 4,1 °C acima do considerado típico no período de 1961 a 1990.

A onda de calor que afeta grande ‌parte da Europa é conhecida como "bloqueio Omega" porque assume a forma da letra grega, com uma massa de ar quente no meio ‌e ar mais frio em ambos os lados, ⁠explicou Clair Barnes, pesquisadora associada ⁠especializada em fenômenos climáticos extremos no Imperial College, em Londres.

"Ele está atraindo ar quente do Norte da África, do Saara, e é por isso ⁠que estamos enfrentando esse calor realmente intenso. Ele se move muito lentamente, o ‌que significa que praticamente não há vento, ‌nem brisa para dar um alívio", disse ela.

As ondas de calor e as tempestades estão se intensificando devido às mudanças climáticas, elevando ainda mais as temperaturas e causando mais chuvas, acrescentou.

EUROPA 

O Met Office, serviço nacional de previsão do tempo do Reino Unido, informou nesta segunda-feira que uma onda de calor de quatro dias poderá elevar as temperaturas no país acima ⁠de 39 °C em alguns locais, quebrando facilmente o recorde para junho de 35,6 °C estabelecido em 1957 e 1976.

"Trinta e seis graus vai ser insuportável", disse o cientista de dados Lewis Jennings, enquanto caminhava pelo centro de Londres.

Na Espanha, a agência meteorológica estatal Aemet emitiu um alerta vermelho para o País Basco, na região norte do país, normalmente mais fria, com a temperatura em San Sebastián prevista para atingir 40 °C, mais do que o dobro da média ‌histórica da cidade para 22 de junho, de acordo com o Reuters Climate Monitor.

"Estamos observando temperaturas entre 5 e 10 graus acima do normal para esta época do ano e, em algumas áreas do norte, até mais de 10 graus acima ⁠da média", disse Rubén del Campo, porta-voz da Aemet.

Nesta segunda-feira, a Itália emitiu alertas vermelhos de onda de calor para 12 cidades, incluindo Milão, Turim, Veneza, Bolonha, Florença e Roma.

A Cruz Vermelha de Milão informou que está convidando idosos e pessoas com problemas de saúde a visitarem seu centro de refrigeração, onde painéis solares alimentam o ar-condicionado.

A concessionária local Iren dobrou os turnos dos funcionários e instalou geradores para lidar com cortes esporádicos de energia em Turim, já que a rede elétrica está sobrecarregada, disse um porta-voz.

Aves como andorinhões, andorinhas, pardais e estorninhos, que fazem seus ninhos nos beirais dos telhados, têm sido particularmente afetadas pelas temperaturas anormalmente altas, disse Romaine de Jaegere, bióloga e fundadora do Centro de Reabilitação de Animais que Vivem na Natureza, em Temploux, na Bélgica.

"As temperaturas nos telhados podem, às vezes, chegar a 50, ou até 60 graus Celsius. Por isso, eles preferem pular a morrer e literalmente cozinhar em seus ninhos", disse De Jaegere, acrescentando que o abrigo recebeu 150 animais nos últimos três dias.

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