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Tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz cai enquanto EUA e Irã intensificam ataques

17 jul 2026 - 10h09
(atualizado às 11h02)
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Apenas três navios de carga cruzaram ‌o Estreito de Ormuz na quinta-feira, o menor número de travessias diárias desde maio, segundo dados do setor de navegação, com a maioria dos navios parando ou dando meia-volta após os recentes ataques iranianos a embarcações e a retomada do bloqueio dos Estados Unidos ao transporte marítimo relacionado ao Irã.

A ⁠nova escalada dos confrontos entre os EUA e o Irã interrompeu mais uma ‌vez, em grande parte, o tráfego pelo Estreito de Ormuz, a rota marítima mais importante do mundo para o transporte de petróleo e gás, ‌elevando os preços globais da energia.

O "Miraan", um petroleiro ‌sujeito a sanções que transportava óleo combustível, e o "Norita", uma pequena ⁠embarcação que transportava gás de petróleo liquefeito, saíram do estreito na quinta-feira pela rota iraniana, mas pararam no Golfo de Omã, onde se encontra o bloqueio dos EUA, segundo dados da Kpler na madrugada desta sexta-feira.

O "Arolia", um navio-tanque de abastecimento carregado com óleo combustível iraquiano, usado para reabastecer embarcações no ‌mar, deu meia-volta para retornar ao Golfo horas depois de ter saído do ‌estreito na manhã desta sexta-feira, ⁠segundo dados da ⁠LSEG.

Onze embarcações cruzaram o estreito na quarta-feira, uma fração da média de 125 embarcações que ⁠transitavam pela via navegável diariamente antes ‌da guerra.

Pelo segundo dia ‌consecutivo, nenhum petroleiro de grande porte (VLCC) ou navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) passou pelo estreito na quinta-feira .

No entanto, dois VLCCs reapareceram no rastreamento do AIS na quinta-feira fora do estreito, transportando 2 milhões de barris de ⁠petróleo bruto cada um.

O VLCC "Colombia Prosperity", carregado com petróleo bruto saudita, segue para Okinawa, no Japão, enquanto o "Costa Rica Prosperity", transportando petróleo bruto iraquiano Basra Medium, tem como destino a Turquia, segundo os dados.

O banco de dados da Kpler mostrou que os petroleiros ‌cruzaram o estreito em 13 de julho, enquanto a S&P Global Energy avaliou que eles saíram do estreito em 14 de julho.

O Iraque suspendeu ⁠brevemente os carregamentos de petróleo na quinta-feira depois que um drone atingiu um petroleiro em seu terminal de Basra, segundo informaram quatro fontes iraquianas do setor de petróleo e segurança à Reuters, antes de retomá-los posteriormente.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou na quinta-feira que nenhum petróleo ou gás seria exportado pelo Estreito de Ormuz enquanto os ataques dos EUA continuassem, informou a agência de notícias iraniana Tasnim.

Em mais uma ameaça ao abastecimento de energia, Teerã sinalizou que poderia incitar seus aliados houthis no Iêmen a fechar outro estreito estratégico, o de Bab al-Mandeb, na foz do Mar Vermelho, segundo fontes ouvidas pela Reuters, caso Washington ataque a infraestrutura iraniana.

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