Erro de comunicação entre serviços de segurança causa tiroteio nas proximidades do palácio presidencial da Venezuela
Episódio ocorre cerca de dois dias após Maduro ser capturado pelos EUA
Erro de comunicação entre forças de segurança venezuelanas levou a um tiroteio perto do Palácio de Miraflores, dois dias após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, que o acusam de narcoterrorismo e tráfico.
Uma falha de comunicação entre forças de segurança venezuelanas causou um tiroteio nas proximidades do Palácio de Miraflores, em Caracas, na Venezuela, na noite desta segunda-feira, 5. O episódio ocorre cerca de dois dias após a captura do presidente do país, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
O caso ocorreu após drones do Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Forenses (CICPC) sobrevoarem a região sem o conhecimento do Palácio de Miraflores e serem erroneamente identificados pelas forças de segurança como uma ameaça, em meio às altas tensões enfrentadas pelo país, segundo informações do jornal O Globo.
Em imagens feitas por moradores e que circulam nas redes sociais, é possível ouvir o som de diversos disparos, além de explosões, na região central da capital. Veja:
Segundo informações da agência de notícias AFP, uma fonte do governo informou que a situação está sob controle.
Trump nega guerra dos EUA com a Venezuela
Em entrevista à emissora norte-americana NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os norte-americanos não estão em guerra com a Venezuela, mas em conflito com o tráfico de drogas. Embora o governo tenha destacado que não pretende realizar novos ataques ao país, o republicano ressaltou que poderá autorizar uma nova ação militar caso a presidente interina, Delcy Rodríguez, deixe de cooperar.
A captura de Maduro
A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro ocorreu na madrugada de sábado, 3 e foi realizada por equipes da Delta Force, uma tropa de elite do Exército dos Estados Unidos. A ação foi anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump por meio da rede social Truth Social.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso uma operação de grande escala contra a Venezuela, e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, escreveu Trump.
A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o cargo de presidente interina da Venezuela por decisão do Tribunal Supremo de Justiça do país.
Maduro se declara inocente em audiência
Nesta segunda-feira, 5, Maduro e a esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes diante da Justiça dos Estados Unidos. Em sua fala, o líder venezuelano afirmou ser um “prisioneiro de guerra”.
“Eu sou inocente. Sou um homem decente. Sou um presidente”, disse, segundo informações da agência Reuters.
De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Maduro é acusado de conspiração para o narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para a posse de armas de uso restrito destinadas ao narcotráfico.
Em imagens divulgadas pela imprensa norte-americana, é possível vê-lo com algemas nos tornozelos e utilizando fones de ouvido. Uma nova audiência foi marcada para o dia 17 de março, quando ele e Cilia Flores devem prestar depoimento.

