Stellantis volta a fechar trimestre no azul e lucra 400 milhões de euros
Grupo automotivo teve desempenho positivo em quase todas as regiões
O grupo automotivo Stellantis, dono de marcas como Fiat, Jeep, Chrysler e Peugeot, voltou a ser lucrativo no primeiro trimestre de 2026 e apresentou melhora em todos os principais indicativos financeiros na comparação com o mesmo período do ano passado.
O lucro líquido entre janeiro e março totalizou 400 milhões de euros, "refletindo volumes mais altos e desempenho operacional mais forte", segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (30).
O lucro operacional ajustado atingiu 1 bilhão de euros, com margem de 2,5%, enquanto a receita líquida aumentou 6%, para 38,1 bilhões de euros, "apoiada pelo crescimento do volume em todas as regiões, com a América do Norte como principal contribuidora".
Nesta zona do planeta, as vendas cresceram 6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, com alta de 4% nos Estados Unidos, 15% no Canadá e 19% no México, indo na contramão da tendência de retração da indústria norte-americana.
A participação de mercado avançou para 7,9%, impulsionada principalmente pela Ram, cujas vendas nos EUA subiram cerca de 20%, tornando-se a marca de crescimento mais acelerado no país.
Já na América do Sul, as vendas cresceram 1%, mas o número chega a 2% quando se inclui a Leapmotor, montadora chinesa de carros híbridos e elétricos e que desembarcou no subcontinente no fim do ano passado.
"A companhia também preservou a posição de liderança nos principais mercados da região, com destaque para o Brasil, onde alcançou 28,9% de participação, e para a Argentina, também com 28,9%", afirma o grupo.
Na Europa ampliada, as vendas avançaram 5% (8% com a Leapmotor), impulsionadas principalmente por Itália, Alemanha e Espanha, enquanto se mantiveram estáveis no Oriente Médio e na África e recuaram 4% na Ásia-Pacífico (ao incluir a Leap, a queda é de 2%).
"Registramos progressos após o reinício das atividades. Estamos satisfeitos com resultados que evidenciam um crescimento nos principais mercados, começando por EUA e Europa. Vamos seguir em frente com ordem e disciplina", disse o CEO Antonio Filosa, alçado ao cargo no ano passado para recolocar a empresa no caminho do lucro.
Por outro lado, o executivo alertou que a guerra no Oriente Médio já tem impactado a indústria e "pode ter efeitos na inflação e nas matérias-primas". "A duração será decisiva, mas esperamos que termine rapidamente. Estamos trabalhando para reforçar a resiliência, porém, se a guerra continuar, será um problema para toda a indústria", afirmou.
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